Esporte na Band

"No futebol brasileiro pode ser tudo, menos Abel", diz técnico do Palmeiras

Português indicou que se sente perseguido pela Justiça e pela arbitragem

Da redação
DA REDAÇÃO

23/04/2026 • 23:13 • Atualizado em 23/04/2026 • 23:13

Abel Ferreira

Abel Ferreira

Cesar Greco/ Palmeiras

Depois que foi punido por reclamações contra a arbitragem, o técnico Abel Ferreira tem evitado falar sobre polêmicas. Nesta quinta (23), ele tentou fugir do assunto, mas indicou que se sente perseguido.

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Antes da vitória contra o Jacuipense, Abel falou que o Palmeiras precisava se concentrar em controlar o que pode e esquecer aquilo que não pode. Depois do jogo, ele foi questionado para explicar melhor o que disse. E respondeu rapidamente.

"Eu não preciso explicar, vocês têm que ver as imagens, eu não tenho que explicar. Não tenho que explicar nada, está muito claro para quem quiser ver. Parece que no futebol brasileiro se pode ser tudo, menos Abel", ironizou ele.

Durante a entrevista coletiva, ele também indicou que espera ter mais problemas com a arbitragem ou com a Justiça: "Já disse isso uma vez e eu vou dizer de novo: prevejo um ano extremamente difícil dentro e fora do campo".

No final, ele foi questionado se havia uma lei do silêncio no clube, pois outros membros da comissão técnica não deram entrevistas enquanto Abel estava suspenso, e o português respondeu rapidamente: "Só por tu teres falado, a partir deste momento está abolida a lei do silêncio".

Por que Abel foi punido?

Abel cumpriu 7 jogos de suspensão por acusação de desrespeito à arbitragem em duas partidas, contra São Paulo e Fluminense.

Na partida contra o rival paulista, o STJD usou um vídeo com dublagem de Gustavo Machado, no qual a leitura labial flagra o técnico chamando o árbitro gaúcho Anderson Daronco de "filho da p...".O árbitro não relatou o palavrão, apenas que o português o chamou de "cagão" algumas vezes ao ser expulso. Isso rendeu 6 jogos de suspensão.

No duelo diante do Fluminense, Abel Ferreira foi punido por dois jogos após expulsão direta por reclamação dura e bate-boca com o quarto árbitro Luiz Tisne. Depois a suspensão caiu para 1 jogo.

Na ocasião, o clube se defendeu alegando que seu comandante "não bateu palmas de forma irônica e debochada", como relatado na súmula e "não foi contido por sua comissão contra possíveis vias de fato à arbitragem". As palmas, segundo o clube, seriam ao zagueiro Murilo pela vitória por 2 a 1.

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