
Neto, no "Os Donos da Bola"
Reprodução / Band
Neto se indignou com os gastos pessoais do ex-presidente Duilio Monteiro Alves pagos pelo Corinthians no Os Donos da Bola desta terça-feira (22). O apresentador lamentou mais uma polêmica relacionada às faturas dos cartões corporativos dos dirigentes e cobrou a expulsão das pessoas que oneraram as finanças do Timão.
Dá náusea. Dá tristeza pra quem é corintiano. Sou sócio-torcedor há 20 anos, tenho duas cadeiras na Arena, nunca atrasei uma parcela…mas aí você vê isso e pergunta: ‘por que que eu faço isso?’. Isso que a gente está vendo é vergonhoso! - Neto
O apresentador ainda mandou um recado para Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, para que o Timão possa expulsar os dirigentes que prejudicaram os cofres do clube nas últimas gestões presidenciais.
“O seu sobrenome é muito forte. A sua família é muito forte. Tá na hora do Corinthians expulsar ou botar na cadeia quem quer que seja! Você tem a chance de ficar na história e fazer o torcedor corintiano ser eternamente grato a você”, adicionou.
Entenda o caso
Uma apuração do Globo Esporte revelou que o clube arcou com despesas pessoais durante a gestão de Duílio Monteiro Alves, ex-presidente do time. Segundo levantamento, em apenas 36 dias de prestação de contas, foram 176 compras declaradas, totalizando quase R$ 90 mil, a maior parte delas referentes à alimentação.
Entre os gastos pagos com o cartão corporativo estão itens como cerveja, picanha, sorvete, pizza, detergente, peixe, isqueiro, flores, ração animal, bijuterias e até um cachorro de pelúcia. A lista inclui ainda remédios para disfunção erétil, como Cialis Tadalafila, comprados em outubro do ano passado em farmácias de Fortaleza – no mesmo dia em que o Corinthians disputava uma partida pela Copa Sul-Americana na capital cearense.
Um dos principais fornecedores apontados nas notas fiscais é o Oliveira Multimercado, que teria faturado R$ 32.580. No entanto, moradores do endereço registrado, no Jardim Ângela, extremo sul de São Paulo, negaram à reportagem a existência do mercado nos últimos anos. O caso ganhou ainda mais contornos suspeitos após ser descoberto que, nove dias antes da emissão da nota, a empresa operava com outro nome e atividade econômica: Oliveira Obras de Alvenaria.
Em meio às denúncias, o Corinthians denunciou à Polícia Civil o furto de documentos sigilosos durante a invasão de torcedores ao Parque São Jorge, no dia 31 de maio. O clube percebeu o sumiço de faturas antigas do cartão corporativo após abrir uma apuração interna. O Conselho Deliberativo havia determinado a preservação de documentos dos últimos sete anos, mas parte deles desapareceu justamente após o protesto das torcidas organizadas contra a situação política do Timão.
Duílio Monteiro Alves negou irregularidades e afirmou que tomará medidas criminais contra quem, segundo ele, deturpar informações ou divulgar conteúdo falso envolvendo seu nome.
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