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Vai para onde, Dorival?! Corinthians, SPFC, Grêmio e Santos disputam nos dados

Dorival Júnior domina o imaginário das torcidas e aparece como favorito (ao menos no Google) em três dos quatro clubes em crise.

Bárbara Fava
BÁRBARA FAVA

17/04/2025 • 16:35 • Atualizado em 17/04/2025 • 16:35

Um levantamento exclusivo da Sala Digital, parceria da Band com o Google, escancarou um movimento que já vinha se desenhando nos bastidores da elite do futebol brasileiro: a pressão (ou ruptura) em torno dos treinadores de Corinthians, Santos, Grêmio e São Paulo.

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Dorival Júnior, recém-saído da Seleção Brasileira, desponta como o nome mais desejado (ao menos nas pesquisas na maior ferramenta de busca do mundo) por torcedores aflitos e diretores indecisos. Sua presença no centro das especulações é menos sobre ele, e mais sobre o que ele representa: estabilidade, experiência, discurso agregador. Mas será que só ele pode resolver?

Mais do que uma simples dança das cadeiras, o momento expõe um problema maior — a fragilidade dos projetos esportivos no país. Vamos por partes!

Corinthians: Ramón pressionado, torcida dividida e o fantasma de Tite

No Corinthians, Ramón Díaz começou o ano prestigiado, com respaldo da diretoria e a promessa de um trabalho com continuidade — algo raro no clube desde os tempos de Fábio Carille. Mas os tropeços pós-Paulistão, eliminação da Libertadores e um início de Brasileirão irregular colocaram tudo em xeque.

O time é desorganizado defensivamente, previsível no ataque e, o mais grave: parece desconectado da arquibancada. A Fiel, que tanto exige intensidade, sente que o time entra em campo em marcha lenta.

Esse vácuo afetivo se reflete nas buscas feitas pelos torcedores. Segundo a Sala Digital, “Tite no Corinthians” lidera o ranking de termos buscados, seguido de perto por “Dorival no Corinthians”. O primeiro é o símbolo de uma era vencedora, o segundo, a esperança de reconstrução.

Santos: Caixinha caiu, mas o caos é mais profundo

No caso do Santos, a troca já aconteceu: Pedro Caixinha foi demitido após ser engolido por um projeto que nunca existiu. Desde o rebaixamento em 2023, o clube tenta se reconstruir, mas o que se vê é uma sequência de apostas sem critério e uma gestão que vive no improviso.

O time foi eliminado nas quartas do Paulistão e, agora, se vê frustrado com o retorno de Neymar que, lesionado, não fez bonito em campo. Não à toa, o torcedor busca no passado uma saída para o comando do futuro. “Sampaoli no Santos” é o termo mais buscado, e o nome de Fernando Diniz também aparece forte. É curioso: dois técnicos com propostas de jogo ousadas, ofensivas — justamente o oposto do que se viu com Caixinha.

Grêmio: queda de Quinteros escancara crise silenciosa

A saída de Gustavo Quinteros do Grêmio foi menos sobre o resultado (uma goleada por 4 a 1 para o Mirassol) e mais sobre o acúmulo de ruídos. A torcida já estava insatisfeita com a falta de protagonismo em jogos grandes. A sensação era de um time que não tinha comando, e de um técnico que nunca entendeu o que o Grêmio queria — ou precisava. A diretoria, por sua vez, demorou a agir, e quando o fez, não tinha plano B.

Nas buscas, Dorival também lidera com folga, o que é o reflexo de um torcedor que deseja segurança. Mas a verdade é que há um vácuo de ideias. Tite e Mano Menezes, nomes identificados com o clube, aparecem bem atrás, indicando que talvez o torcedor esteja mais cansado do que saudoso.

São Paulo: Zubeldía questionado

O caso de Luis Zubeldía é diferente — e, talvez por isso mesmo, mais sintomático. O técnico argentino ainda não perdeu em 2025. Mas empata demais, joga pouco e não empolga. O São Paulo passou pelo Paulistão sem convencer e iniciou o Brasileirão de forma morna.

A torcida, exigente, já começa a fazer cobranças. O futebol previsível, sem intensidade, alimenta a sensação de que o time pode estar jogando no limite — e esse limite não parece suficiente para disputar grandes coisas.

Zubeldía sente a pressão. Em coletiva, irritou-se com perguntas sobre desempenho e mostrou desconforto. Internamente, a diretoria ainda sustenta o projeto. Mas a sombra de Dorival começa a aparecer no entorno do Morumbi — em rodas de torcedores, grupos de WhatsApp e, claro, nas buscas do Google.

Um nome, três clubes: Dorival no centro do tabuleiro

Se existe um nome capaz de traduzir o que está acontecendo na Série A, é o de Dorival Júnior. Nas pesquisas relacionadas a “técnico + no clube”, ele aparece como “desejo” da torcida em três dos quatro clubes analisados.

Mas por que Dorival? Pela trajetória recente com títulos, pela capacidade de organizar times rapidamente, pela postura agregadora — mas também porque, no caos, ele virou símbolo de ordem? De previsibilidade?

Trocar técnico é sintoma, não cura

A dança das cadeiras é reflexo de algo maior: a dificuldade dos clubes brasileiros em construir projetos estruturados e sustentáveis. Trocar o treinador é o movimento mais visível, mas não necessariamente o mais eficaz. Quem assumirá esses clubes, se assumir, precisará de algo que quase nenhum deles oferece: tempo, respaldo e uma ideia clara.

Dorival pode aceitar um deles. Ou nenhum. Mas o que o torcedor quer — e os dados mostram — é mais do que um novo nome no banco. Quer um novo começo. Mesmo que, por enquanto, seja só no Google.

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