Resumo
O desligamento do técnico Dorival Júnior foi confirmado pelo Corinthians após derrota para o Internacional pelo Brasileirão, decisão tomada pela diretoria liderada por Osmar Stábile devido à sequência de nove jogos sem vitória e forte contestação interna e externa, apesar de títulos recentes como Supercopa Rei e Copa do Brasil.
A pressão da torcida aumentou com protestos e cobranças da Gaviões da Fiel no CT Joaquim Grava, enquanto a equipe sofria com desfalques importantes como Yuri Alberto e Memphis Depay, levando a diretoria a buscar mudanças antes da estreia na Libertadores contra o Platense.
A busca por um substituto imediato envolve nomes de peso como Tite e Fernando Diniz, já que a saída de Dorival ocorre em semana decisiva com clássico contra o Palmeiras, refletindo pressões internas desde a derrota para o Coritiba e a necessidade de reação no elenco.
O Corinthians confirmou, neste domingo (5), o desligamento do técnico Dorival Júnior. A decisão da diretoria, liderada pelo presidente Osmar Stábile, foi tomada logo após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, na Neo Química Arena, pelo Brasileirão.
O resultado foi a gota d'água para um trabalho que, apesar dos títulos recentes da Supercopa Rei e da Copa do Brasil, vinha sofrendo forte contestação interna e externa.

Dorival Júnior, ex-técnico do Corinthians. Foto: REUTERS/Jorge Silva
Os motivos da queda: Jejum e desempenho
A demissão de Dorival é sustentada por uma sequência negativa de nove partidas sem vitória. O Corinthians não vence desde o dia 19 de fevereiro, acumulando cinco empates e quatro derrotas no período.
Além dos resultados, a falta de um padrão tático e a fragilidade defensiva — exposta principalmente no revés diante do Fluminense — foram determinantes.
Nas derrotas em casa para Coritiba e Inter, o time demonstrou falta de criatividade e erros técnicos acentuados, contrastando com a equipe aplicada que venceu o Flamengo em Brasília, no início do ano.
Pressão da torcida e "chacoalhada" no elenco
O clima em Itaquera tornou-se insustentável. Após o apito final neste domingo, a torcida entoou cânticos de protesto:
"Não é mole não/Tem que ser homem para jogar no Coringão".
Recentemente, a Gaviões da Fiel compareceu ao CT Joaquim Grava para cobrar jogadores e comissão técnica. Embora Dorival tenha enfrentado desfalques importantes por lesão, como Yuri Alberto e Memphis Depay, a diretoria entendeu que uma "chacoalhada" era necessária antes da estreia na Libertadores, contra o Platense, na próxima quinta-feira (9).
Próximos passos e substitutos na mira
A saída de Dorival ocorre em uma semana decisiva, que inclui o clássico contra o Palmeiras no domingo (12). Internamente, conselheiros já pressionavam pela mudança desde a derrota para o Coritiba.
Agora, a cúpula alvinegra busca um substituto imediato para o duelo na Argentina. Nomes de peso que estão livres no mercado, como Tite e Fernando Diniz, já aparecem como os principais cotados para assumir o cargo.
A sequência que derrubou Dorival Júnior:
- 22/02 - Portuguesa 1 x 1 Corinthians (Paulistão)
- 28/02 - Novorizontino 0 x 1 Corinthians (Paulistão)
- 11/03 - Corinthians 0 x 2 Coritiba (Brasileirão)
- 15/03 - Santos 1 x 1 Corinthians (Brasileirão)
- 19/03 - Chapecoense 0 x 0 Corinthians (Brasileirão)
- 22/03 - Corinthians 1 x 1 Flamengo (Brasileirão)
- 01/04 - Fluminense 1 x 3 Corinthians (Brasileirão)
- 05/04 - Corinthians 0 x 1 Internacional (Brasileirão)
Com informações da Estadão Conteúdo
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