Palmeiras critica STJD por denúncia contra Maurício e cita Fla e Timão
Diretoria mostra preocupação com interpretrações diferentes em lances de rivais e questionia isonomia da entidade

O Palmeiras reagiu rapidamente à denúncia da Procuradoria da Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o meio-atacante Maurício. A diretoria alviverde, em postagem nas redes sociais, divulgou uma nota oficial para apontar que “faltam equilíbrio e isonomia nas condutas do Tribunal envolvendo o clube” e ainda comparou o lance com os casos de rivais do Flamengo e do Corinthians.
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Maurício foi denunciado por uma disputa de bola em que atingiu o zagueiro Cacá, do Vitória, com uma cotovelada. A arbitragem e o VAR entenderam que o lance era para cartão amarelo. O jogo terminou 4 a 0 para o Alviverde, pela 21ª rodada do Brasileirão.
No posicionamento oficial, o Palmeiras entende que a interpretação do campo deve ser preservada. “Se toda interpretação técnica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?”, questionou.
Palmeiras compara lances com rivais
Para aprofundar a reação contra a Procuradoria do STJD, o Palmeiras comparou o lance de Maurício a jogadas protagonizadas pelo volante Pulgar, do Flamengo, e Raniele, do Corinthians, na rodada passada do Brasileirão (veja lances no post abaixo).
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Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos. A atuação da Procuradoria passa a impressão de que determinados episódios merecem a atenção extraordinária enquanto outros podem ser ignorados.
Veja a nota oficial do Palmeiras
"A Sociedade Esportiva Palmeiras recebeu com absoluta perplexidade a denúncia apresentada pela Procuradoria da Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o atleta Maurício.
Trata-se de uma iniciativa que afronta não só a nossa instituição, mas também a autoridade da arbitragem brasileira. O árbitro de campo e a equipe do VAR analisaram a disputa protagonizada entre o meia palmeirense e o zagueiro Cacá, do Vitória, e concluíram que a aplicação de cartão amarelo era suficiente.
Se toda interpretação técnica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?
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A denúncia é incompreensível, também, porque a falta que a motivou nem mesmo gerou opiniões consensuais; pelo contrário, dividiu especialistas de arbitragem, ex-atletas e jornalistas.
Mais grave, porém, é a ausência de critérios demonstrada pelo Tribunal. Na mesma rodada do Campeonato Brasileiro, os atletas Pulgar e Raniele cometeram infrações similares à que ocasionou a denúncia contra o jogador do Palmeiras, como mostram os vídeos a seguir (veja no post acima).
Diferentemente do que fez Maurício, no entanto, o STJD respeitou as decisões da arbitragem envolvendo os jogadores de Flamengo e Corinthians. Chegamos, assim, à inevitável pergunta: por que somente Maurício será julgado?
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Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos. A atuação da Procuradoria passa a impressão de que determinados episódios merecem a atenção extraordinária enquanto outros podem ser ignorados.
Se o nosso camisa 18 foi denunciado por uma falta passível de cartão amarelo, porque os lances a seguir passa incólumes perante o órgão? (veja também no post acima)
Não é a primeira vez que nos vemos obrigados a questionar o STJD. A desproporcional punição imposta ao técnico Abel Ferreira e as recentes suspensões aplicadas aos atletas Allan e Paulinho - somadas agora à denúncia contra Maurício - reforçam a percepção de que faltam equilíbrio e isonomia nas condutas do Tribunal envolvendo o clube.
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O Palmeiras sempre respeitou as instituições, mas exige respeito. Não aceitaremos calados que limites institucionais sejam extrapolados e que medidas descabidas prejudiquem o trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais."
