Esporte na Band

Palmeiras não terá entrevista pós-jogo contra o Corinthians; entenda

Verdão não disponibilizará membros da comissão técnica para coletiva com os jornalistas

Da redação
DA REDAÇÃO

12/04/2026 • 17:28 • Atualizado em 12/04/2026 • 17:28

João Martins comandará o Palmeiras contra o Corinthians

João Martins comandará o Palmeiras contra o Corinthians

Cesar Greco / Palmeiras

Resumo

Palmeiras comunicou que não realizará coletiva pós-jogo contra o Corinthians, como forma de protesto durante o Dérbi válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Decisão foi motivada por insatisfação com punição aplicada ao técnico Abel Ferreira pelo STJD, negativa do efeito suspensivo solicitado pelo clube e críticas ao adiamento do clássico entre Flamengo e Fluminense pela CBF.

Nota oficial destacou tratamento desigual nas decisões do STJD e da CBF, questionou a falta de isonomia e transparência, e pediu análise mais coerente e imparcial nos casos envolvendo clubes e profissionais do futebol brasileiro.

O Palmeiras não terá a coletiva pós-jogo contra o Corinthians, neste domingo (12), no Dérbi que acontecerá na Arena Corinthians, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Verdão informou que a entrevista com os integrantes da comissão técnica não será realizada.

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O principal motivo é por protesto contra as decisões da CBF e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. No último sábado (11), o Palmeiras emitiu um extenso comunicado contra a decisão do STJD de não dar um efeito suspensivo ao técnico Abel Ferreira, que recebeu oito jogos de gancho por insultos à arbitragem. Além disso, o Verdão criticou o adiamento do clássico entre Flamengo e Fluminense, proposto pelo Rubro-Negro.

Veja a nota completa do Palmeiras

"Diante dos acontecimentos recentes, no entanto, o clube vem a público manifestar sua profunda insatisfação com a condução do caso envolvendo o julgamento do técnico Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e com o adiamento por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) da partida entre Fluminense e Flamengo, pela 11ª rodada do Brasileirão.

Em decisão que foge aos preceitos historicamente adotados pelas comissões disciplinares, nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado.

Causa ainda maior estranheza a resposta negativa dada neste sábado (11) pelo STJD ao pedido de efeito suspensivo protocolado pelo clube ainda na quinta-feira (9). Afinal, em inúmeros casos semelhantes, o mesmo tribunal atendeu a essa solicitação, como forma de garantir o amplo direito à defesa; com o treinador do Palmeiras, contudo, observa-se tratamento desigual, destoando dos princípios da isonomia.

Decisões arbitrárias comprometem a credibilidade das competições. É fundamental que todos os agentes envolvidos atuem com equilíbrio, sem eleger um único profissional como bode expiatório – não é razoável que apenas um seja penalizado por um problema coletivo. Desse modo, o clube espera que, na segunda instância, o caso em questão seja analisado com coerência.

Por fim, manifestamos também o nosso descontentamento com a decisão da CBF de acatar o pedido do Flamengo para a remarcação do jogo contra o Fluminense, de hoje (11) para amanhã (12).Não nos cabe entrar no mérito do pleito; é necessário questionar, contudo, por que somente um clube tem a sua solicitação atendida, enquanto outras equipes vêm tendo pedidos similares sistematicamente rejeitados pela entidade.

Em um calendário reconhecidamente desafiador, todos os clubes enfrentam dificuldades logísticas – incluindo o Palmeiras – e, por isso, é essencial que haja imparcialidade e transparência em decisões que podem impactar o campeonato."