
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Cesar Greco/Palmeiras
Resumo
O Palmeiras enfrenta uma situação complicada na Libertadores após perder por 3 a 0 para a LDU em Quito, necessitando de uma virada histórica para avançar à final, algo que nenhum clube brasileiro conseguiu na competição.
Na história da Libertadores, apenas cinco equipes conseguiram reverter desvantagens de três gols ou mais no mata-mata, com destaque para o River Plate em 2017 e a Universidad de Chile em 2012, mas nenhuma equipe brasileira logrou tal feito.
Apesar do resultado adverso, o técnico Abel Ferreira mantém a esperança de uma reviravolta no jogo de volta que será realizado no Allianz Parque, em São Paulo, onde o Palmeiras precisará vencer por quatro gols de diferença para se classificar no tempo normal.
O Palmeiras terá de fazer história para chegar à final da Libertadores. Após ser derrotado por 3 a 0 pela LDU, em Quito, o time de Abel Ferreira precisará de um “milagre” jamais realizado por um clube brasileiro na competição.
De acordo com levantamento da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), apenas cinco equipes conseguiram reverter uma desvantagem de três gols ou mais no mata-mata da Libertadores — e nenhuma delas era brasileira.
Remontadas são raras na história
O caso mais recente ocorreu em 2017, quando o River Plate perdeu por 3 a 0 para o Jorge Wilstermann, na Bolívia, e goleou por 8 a 0 em Buenos Aires, classificando-se às semifinais daquela edição, vencida pelo Grêmio.
Antes disso, em 2012, a Universidad de Chile também protagonizou uma virada histórica. Derrotada por 4 a 1 pelo Deportivo Quito, a equipe chilena reagiu em casa com uma goleada de 6 a 0 e avançou às quartas de final.
Os outros casos são ainda mais antigos, todos no século 20: o Sporting Cristal (1993), o Cerro Porteño (1999) e o Bolívar (2000) conseguiram resultados improváveis, mas nenhum time brasileiro repetiu o feito até hoje.
LDU tem retrospecto favorável contra brasileiros
O retrospecto da LDU também joga contra o time paulista. O clube equatoriano venceu jogos de ida por três gols de diferença em duas outras oportunidades — contra o Peñarol (2005) e o Atlético Nacional (2006) — e, em ambas, garantiu a classificação.
O duelo em Quito também marcou um recorde negativo para o Palmeiras: foi a primeira vez que a equipe sofreu três gols em um primeiro tempo de partida pela Libertadores. Trata-se ainda da maior derrota de um time brasileiro para um estrangeiro nas semifinais ou finais do torneio.
Abel Ferreira mantém esperança em virada no Allianz
Apesar do cenário adverso, Abel Ferreira se mostrou confiante na reação.
“Temos 90 minutos no Allianz Parque. E 90 minutos é muito tempo. Hoje damos os parabéns ao nosso adversário porque foram melhores. O Palmeiras não esteve em sua média. Eu acredito que é possível, em nossa casa, fazer o mesmo número de gols de hoje ou mais”, afirmou o técnico português.
O jogo de volta será disputado na próxima quinta-feira (30), no Allianz Parque, em São Paulo. Para se classificar no tempo normal, o Palmeiras precisa vencer por quatro gols de diferença.
Maiores remontadas da história da Libertadores
- 1993: Sporting Cristal 0 x 3 El Nacional / volta: 4 x 0 – Sporting Cristal classificado (oitavas de final)
- 1999: Estudiantes de Mérida 3 x 0 Cerro Porteño / volta: 0 x 4 – Cerro classificado (oitavas)
- 2000: Nacional 3 x 0 Bolívar / volta: 1 x 4 – Bolívar classificado no gol qualificado (oitavas)
- 2012: Deportivo Quito 4 x 1 Universidad de Chile / volta: 0 x 6 – La U classificada (oitavas)
- 2017: Jorge Wilstermann 3 x 0 River Plate / volta: 0 x 8 – River classificado (quartas)
Com Agência Estado

