
Oscar Lucchini, responsável pela capela do San Lorenzo de Almagro, time de futebol da cidade natal do Papa Francisco, segura uma foto do pontífice após sua morte, em Buenos Aires
Matias Baglietto/Reuters
Torcedor do San Lorenzo, o papa Francisco pode dar nome ao novo estádio do clube argentino. Jorge Mario Bergoglio, que morreu na segunda-feira, aos 88 anos, carregava o amor pelo time argentino. De acordo com o presidente do clube, Marcelo Moretti, afirmou que Francisco concedeu a autorização em setembro de 2024.
"Nessa visita, levei muitos presentes do clube e pedi sua autorização para que o novo estádio que vamos construir no bairro de Boedo, se Deus quiser neste ano, levasse o nome de papa Francisco. Sua resposta foi aceita e ele o fez com muita emoção", disse o presidente do clube, em entrevista à rádio Cope, da Espanha.
O estádio será construído no bairro de Boedo, no mesmo espaço em que se encontrava o antigo estádio Viejo Gasómetro. Já apresentado, o projeto arquitetônico tem capacidade para 50 mil torcedores.
Francisco foi o primeiro papa nascido na América do Sul. Na infância, ia aos jogos do clube argentino e acompanhou, do Viejo Gasómetro, a conquista nacional em 1946. "Tem vindo à minha memória belas recordações, começando desde a minha infância. Acompanhei, aos dez anos, a gloriosa campanha de 1946", escreveu, em 2013, sobre a conquista do título argentino do clube na década de 1940. À época, Francisco tinha apenas 10 anos, mas não perdeu uma partida sequer da campanha vitoriosa da equipe.
"Para mim, o San Lorenzo é o time da minha família. Meu pai jogou na equipe de basquete. E, quando éramos pequenos, íamos com a minha mãe ao estádio", afirmou, em 2014, mesmo ano em que o clube conquistou a Copa Libertadores. O papa também recebeu a delegação do San Lorenzo no Vaticano, onde celebrou a conquista.
Francisco morreu na segunda-feira, aos 88 anos, às 2h35 (de Brasília). O clube argentino lamentou a morte do sumo pontífice, que era sócio honorário do clube sob o número de inscrição 88235N-0. Os cinco primeiros dígitos, pela força do acaso, se assemelham à idade e o horário, de Buenos Aires, em que se deu sua morte.
"Nunca foi apenas mais um e sempre foi um dos nossos. Cuervo desde criança e como homem... Cuervo como sacerdote e cardeal... Cuervo também como papa... Sempre transmitiu sua paixão pelo Ciclón: quando ia ao Velho Gasômetro para ver o time de 46, quando crismava Angelito Correa na capela da Cidade Desportiva, quando recebia visitas azulgranas no Vaticano sempre com total felicidade... Sócio nº 88235", escreveu o clube.
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