Esporte na Band

Palmeiras x São Paulo: comentaristas analisam possível pênalti de Gómez

Tricolor Paulista questionou marcação da arbitragem de não assinalar a penalidade no toque de mão do zagueiro palmeirense

Da redação
DA REDAÇÃO

02/03/2026 • 11:23 • Atualizado em 02/03/2026 • 11:33

Resumo

A vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o São Paulo garantiu o time na final do Paulistão e gerou polêmica sobre arbitragem devido a um toque no braço do zagueiro Gustavo Gómez, dividindo especialistas sobre a marcação de pênalti.

A análise da comentarista Renata Ruel apontou elementos para a marcação da penalidade, criticando a incoerência da árbitra Daiane Muniz, enquanto Sálvio Spínola e Paulo Caravina defenderam que o toque foi acidental e compatível com o movimento corporal do jogador, descartando o pênalti.

A insatisfação do São Paulo ficou evidenciada com críticas do executivo Rui Costa à não utilização do VAR, afirmando que a árbitra deveria ter revisado o lance diversas vezes, questionando a decisão de não marcar o pênalti e a conduta da equipe de arbitragem.

A vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o São Paulo, que garantiu o time de Abel Ferreira em sua sétima final consecutiva de Paulistão, foi marcada por intensa polêmica de arbitragem. O centro da discussão é um toque no braço do zagueiro Gustavo Gómez, ocorrido no segundo tempo na Arena Barueri, que dividiu especialistas sobre a marcação de uma penalidade máxima.

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Para Renata Ruel, comentarista da ESPN, o lance continha elementos suficientes para a marcação do pênalti, considerando o padrão aplicado no futebol nacional. Ela pontuou que o defensor ampliou seu espaço corporal ao disputar a jogada, mesmo que a distância fosse curta.

"O Gómez tenta tirar o braço, mas vai para a disputa ampliando o espaço corporal. A bola bate no braço dele", explicou a comentarista. Renata ainda criticou a incoerência da árbitra Daiane Muniz ao longo da partida, apontando erro tanto na não marcação contra o Palmeiras quanto na penalidade assinalada a favor do São Paulo em lance de Bobadilla.

Defesa do movimento natural

Em sentido oposto, o ex-árbitro Sálvio Spínola, do programa Esporte Record, avaliou o toque como acidental. Segundo ele, Gustavo Gómez estava muito próximo da jogada e realizava um movimento necessário de disputa. "A bola bate e não é bloqueio. Por isso, para mim não é pênalti", analisou.

Paulo Caravina, do perfil @soudoapito, reforçou essa visão ao diferenciar as ações do defensor palmeirense na mesma jogada. De acordo com o especialista, Gómez fez um bloqueio na primeira tentativa de cruzamento, mas, no rebote, agiu em disputa direta.

"Em uma ação de disputa, essa mão só será considerada antinatural se estiver muito acima do nível do ombro", detalhou Caravina. Ele concluiu que o braço estava compatível com o movimento corporal devido ao espaço curto, devendo ser considerado um lance normal.

Insatisfação tricolor

O São Paulo questionou a arbitragem pela não marcação do pênalti de Gustavo Gómez. O executivo de futebol Rui Costa fez cobranças sobre a não utilização do VAR no lance. A árbitra Daiane Muniz dos Santos optou por deixar o jogo seguir em campo e não foi chamada por Thiago Duarte Peixoto.

O futebol evoluiu, a dinâmica de jogo evoluiu, e não é possível... não é possível que o VAR não tenha recomendado que ela tivesse, pelo menos, o privilégio de verificar 5 vezes, 10 vezes, 70 vezes... nas 70 vezes seria pênalti - Rui Costa