
Flamengo e Sport disputaram na justiça o direito de ser campeão de 87
Divulgação / Sport e Flamengo
Mais um capítulo da novela. O Procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal um parecer favorável ao pedido do Flamengo, feito em 2017, para que seja reconhecido pela Justiça como campeão brasileiro de 1987.
Há 15 anos, a Primeira Turma do STF rechaçou a resolução da CBF que considerava o Rubro-Negro e o Sport donos da taça da competição.
O texto aponta o óbvio: que a Confederação Brasileira de Futebol não tinha como organizar o torneio naquele ano, o que, de fato, aconteceu. Logo, a entidade está desprovida, de acordo com a resolução de Gonet, do poder de declarar o vencedor.
Contexto: é importante ressaltar que o Clube dos 13 organizou o Brasileiro de 1987 com o nome de Copa União. Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Cruzeiro, Atlético-MG, Internacional, Grêmio e Bahia se organizaram e convidaram ainda Santa Cruz, Goiás e Coritiba para a disputa.
Com cotas de patrocínio de US$ 1 milhão vendidas em tempo recorde para Globo, Varig e Coca-Cola, a associação das agremiações citadas colocou a bola para rolar em 11 de setembro.
No meio do caminho, a CBF estabeleceu que os dois primeiros colocados da Copa União, que viriam a ser Flamengo e Internacional, deveriam enfrentar os finalistas do chamado Módulo Amarelo, Sport e Guarani.
O Rubro-Negro carioca e o Colorado se recusaram a entrar em campo neste formato. Logo, o Sport, vencedor da Segunda Divisão, acabou declarado campeão nacional.
O Leão e o Bugre representaram o Brasil na Libertadores do ano seguinte.
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