Esporte na Band

Por que o Pacaembu não é opção para os grandes de São Paulo

Gramado sintético e agenda de eventos afastam Santos, Corinthians, Palmeiras e São Paulo do estádio

Da redação
DA REDAÇÃO

24/02/2026 • 11:58 • Atualizado em 24/02/2026 • 11:58

Estádio do Pacaembu

Estádio do Pacaembu

Jhony Inacio/Ag. Paulistão

Resumo

O Pacaembu não é opção para os grandes de São Paulo quando precisam mandar jogos fora de seus estádios. O principal motivo é o gramado sintético, rejeitado por atletas de Santos, Corinthians e São Paulo.

A resistência envolve questões técnicas e físicas, com jogadores como Neymar, Lucas Moura e Memphis já se posicionando contra campos artificiais. Por isso, o estádio é descartado mesmo estando na capital.

Além disso, a arena prioriza shows e eventos corporativos, o que reduz datas disponíveis para o futebol. A agenda cheia dificulta negociações para partidas decisivas e emergenciais.

O Pacaembu não é opção para os grandes de São Paulo quando precisam mandar partidas fora de seus estádios. Mesmo localizado na capital e liberado para utilização, o estádio tem sido descartado por Santos, Corinthians, Palmeiras e São Paulo por dois fatores principais: o gramado sintético e a prioridade dada a eventos na agenda da arena.

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A discussão ganhou força porque o São Paulo não poderá utilizar o Morumbi nos próximos dias devido aos shows do AC/DC, marcados para 24 e 28 de fevereiro e 4 de março. Com a possibilidade de uma final do Campeonato Paulista nesse período, o clube buscou alternativas. A diretoria negocia com o Guarani para atuar no Brinco de Ouro, em Campinas, e não considera o Pacaembu uma alternativa viável. O estádio na capital paulista recebeu menos de 10 jogos profissionais desde o fim da reforma.

Gramado sintético é o principal obstáculo

O principal motivo para o Pacaembu não ser opção para os grandes de São Paulo é o gramado sintético instalado após a reforma e concessão do estádio à iniciativa privada.

Nos bastidores, há resistência de atletas ao piso artificial. Entre os jogadores que já manifestaram posição favorável ao gramado natural estão Neymar, Lucas Moura e Memphis Depay. O tema envolve desgaste físico, dinâmica de jogo e preferência técnica.

Santos, Corinthians e São Paulo têm levado essa questão em consideração ao avaliar possíveis mandos alternativos. O Palmeiras, que já atua em campo sintético no Allianz Parque, não enfrenta a mesma restrição esportiva, mas também não tem utilizado o Pacaembu como solução emergencial.

Agenda de eventos reduz espaço para futebol

Outro ponto que explica por que o Pacaembu não é opção para os grandes de São Paulo é o modelo de exploração comercial do estádio. Desde a reabertura, a arena tem priorizado shows, feiras e eventos corporativos.

O volume de eventos realizados supera o número de partidas profissionais disputadas no local. Em determinado período recente, foram mais de 100 eventos privados e culturais, contra menos de dez jogos oficiais do futebol masculino profissional.

Além disso, a agenda para 2026 já conta com compromissos previamente fechados, o que dificulta negociações pontuais para jogos decisivos que dependem de classificação e definição de datas próximas à realização das partidas.

Mudança de cenário em relação ao passado

Antes da reforma, o Pacaembu era alternativa frequente para os quatro grandes paulistas. Em temporadas anteriores, o estádio recebeu dezenas de jogos de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo em diferentes competições.

Atualmente, porém, o cenário é distinto. A combinação entre gramado sintético, posicionamento de jogadores contrários ao modelo e calendário voltado a eventos faz com que o Pacaembu deixe de ser solução imediata para os grandes de São Paulo.