
Por que Vasco e Botafogo protagonizam o clássico mais pacífico do Brasil?
Vítor Silva/Botafogo
Mata-mata da Copa do Brasil reservou dois clássicos nas quartas de final: Cruzeiro x Atlético-MG e Botafogo x Vasco. E o clássico envolvendo a dupla carioca carrega uma curiosidade, ele é considerado o mais pacífico do Rio de Janeiro.
Apesar de ser um duelo com duas equipes tradicionais, o Clássico da Amizade não tem esse nome à toa. O confronto é, de fato, um dos mais amigáveis, inclusive, entre os torcedores que chegam a assistir jogos juntos.
Em seu site oficial, o próprio Glorioso reafirma que este é um confronto que se baseia na amizade e respeito. A primeira partida disputada de forma oficial pelo Botafogo foi justamente contra o Vasco, em 1934.
Ainda na década de 30, mais especificamente 1933, houve uma divisão no futebol carioca com Botafogo, Flamengo e São Cristóvão ao lado da CBF (chamada de CDB), enquanto Vasco, Bangu, America e Fluminense fundaram a Liga Carioca de Football.
A ideia era criar uma entidade que concorresse com a antiga CDB e com o passar do ano, apenas o Glorioso ficou no mesmo lado da CBF. Com isso, em 1934, ela repensou e aceitou as condições dos demais clubes que retomaram sua filiação a principal entidade do futebol brasileiro.
Na busca da profissionalização e fim da “briga” de entidades, Vasco e Botafogo fizeram a partida que selou a relação. Jogo aconteceu devido a boa amizade construída pelos dirigentes dos clubes.
Fabiano Bandeira, jornalista e torcedor do Glorioso, afirmou em entrevista à Band, que este é o jogo ideal para aqueles que gostam de aproveitar o jogo, mas também zoar os adversários.
“Eu diria que Botafogo e Vasco é o clássico perfeito para o torcedor que gosta de curtir o futebol e ao mesmo brincar com os adversários. Porque fora dos estádios, o clima é de muita tranquilidade e paz. Dentro do estádio, as torcidas se provocam e quando uma não gosta do que a outra falou tem a volta, mas dentro da normalidade”, afirmou.
Na década de 90, inclusive, as duas torcidas chegaram a protagonizar um momento de confraternização com trocas de bandeiras.

