Copa do Mundo

"Boicotar os EUA, mas não a Copa", afirma presidente da Federação do Irã

Mehdi Taj reforça intenção de disputar o torneio de 2026 e revela tentativa de transferir jogos da fase de grupos para o México

Da redação
DA REDAÇÃO

19/03/2026 • 11:00 • Atualizado em 19/03/2026 • 11:12

Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (à direita)

Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (à direita)

Majid Asgaripour/WANA

Resumo

Declaração do presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, destaca intenção do Irã de participar da Copa do Mundo de 2026, mantendo boicote seletivo aos Estados Unidos sem abrir mão do torneio, mesmo em meio a tensões diplomáticas e militares com EUA e Israel.

Impasse entre federação iraniana e Fifa envolve pedido para transferir jogos previstos em cidades americanas para o México, proposta rejeitada pela entidade máxima do futebol, enquanto declarações de Donald Trump sobre riscos à segurança da seleção iraniana intensificam o conflito diplomático.

Planejamento técnico do Irã segue ativo com base de treinamentos prevista em solo americano, apesar do discurso de boicote, e seleção reafirma direito de competir no Mundial, sendo a segunda equipe asiática a garantir participação no evento.

O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, subiu o tom em relação à participação da seleção nacional na Copa do Mundo de 2026. Em vídeo divulgado pela agência de notícias Fars, o dirigente detalhou a estratégia do país para marcar presença no maior evento esportivo do planeta sem recuar no embate diplomático com o governo norte-americano.

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A estratégia do boicote seletivo

A declaração central de Mehdi Taj resume a postura do Irã diante do conflito no Oriente Médio e da organização do torneio. O dirigente garantiu que o planejamento técnico segue ativo, apesar das hostilidades militares com os Estados Unidos e Israel iniciadas no fim de fevereiro.

"Vamos nos preparar. Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo", declarou Mehdi Taj.

Para sustentar essa posição, a federação iraniana anunciou que vem "costurando" um acordo com a Fifa. O objetivo é remanejar os confrontos contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito — todos previstos para as cidades americanas de Los Angeles e Seattle — para estádios em território mexicano, mas a entidade máxima do futebol sinaliza ser contra a medida.

Impasse com a Fifa e segurança dos atletas

Embora o Irã tente formalizar a transferência de sede, a Fifa tem se mostrado reticente e não pretende modificar o calendário oficial do Grupo G. O impasse ocorre em um momento de troca de acusações diretas entre os governos.

Recentemente, o presidente Donald Trump sugeriu que a seleção do Irã não deveria viajar para o torneio "por sua própria vida e segurança". A declaração foi recebida como uma ameaça velada pelo governo iraniano, que respondeu de forma enfática: "ninguém pode excluir a seleção nacional do Irã da Copa do Mundo".

Preparação em solo americano

Apesar do discurso de boicote aos Estados Unidos, o planejamento logístico atual do Irã ainda prevê a utilização de uma base de treinamentos em Tucson, no Arizona. A seleção iraniana foi a segunda da Ásia a garantir vaga no Mundial e mantém o discurso de que o direito de competir é soberano à vontade dos anfitriões.

Com informações da Estadão Conteúdo