
Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao lado de Donald Trump, presidente dos EUA
Reuters/Mark J Rebilas
Resumo
Críticas do presidente da LaLiga, Javier Tebas, ao comando da Fifa incluem oposição à expansão da Copa do Mundo para 64 seleções e defesa da renúncia de Gianni Infantino, sob alegação de prejuízo ao futebol nacional.
Avaliação do dirigente destaca que a concentração de atenção e recursos na Copa compromete campeonatos locais, responsáveis pela sustentação econômica do esporte, e que o aumento de participantes prejudica empregos no setor.
Discussão ocorre após mudanças no torneio, como a edição de 2026 com 48 seleções, e inclui insatisfação com decisões da Fifa, como suspensão de jogadores e pausas para hidratação, consideradas unilaterais por Tebas.
O presidente de LaLiga, Javier Tebas, voltou a criticar o comando da Fifa e se opô a uma eventual expansão da Copa do Mundo para 64 seleções. Em declarações ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o dirigente afirmou que a ampliação do torneio prejudica o futebol nacional e defendeu a renúncia de Gianni Infantino.
Na avaliação do dirigente espanhol, concentrar atenção e recursos financeiros em um torneio com duração aproximada de 40 dias compromete os campeonatos locais. Ele ressalta que essas competições são as verdadeiras responsáveis pela sustentação econômica da indústria do esporte.
A discussão ocorre em meio às recentes mudanças promovidas no torneio. A Copa de 2026 marcou a primeira edição disputada por 48 participantes, alterando a estrutura de 32 seleções mantida desde 1998.
Impacto nas competições nacionais
Ao analisar o formato atual, Tebas destacou que o aumento de participantes carece de sentido. "Aumentar o número de seleções não faz sentido. A indústria do futebol não é apenas a Copa do Mundo, embora seja o evento mais importante. Mas nem tudo pode girar em torno da Copa. São as competições nacionais que sustentam este esporte", afirmou o dirigente.
O mandatário de LaLiga defendeu uma redução no número de equipes no Mundial e cobrou maior proteção aos torneios de cada país. Ele argumenta que o modelo atual afeta empregos no setor. "Estão destruindo a indústria do futebol, aquela que gera dezenas de milhares de empregos, por causa de um evento que dura 40 dias e para o qual apenas uma minoria dos jogadores vai", declarou.
Críticas à gestão de Infantino
Além de contestar o formato das competições, o representante espanhol direcionou suas críticas ao presidente da entidade máxima do futebol. Para ele, Gianni Infantino "já teve seu momento" e deveria deixar o comando da instituição.
Tebas também apontou insatisfação com episódios da Copa de 2026, citando a suspensão do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, e a implementação das pausas para hidratação. Na visão do dirigente, a organização atua de maneira unilateral. "A Fifa resolve as coisas como quer, para o que quer, de acordo com seus interesses, certamente não para o futebol", concluiu.
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

