Como o presidente do Corinthians mudou decisão sobre Memphis em uma semana
Osmar Stabile sofre pressão da torcida e muda de postura para garantir holandês no clube

Após anunciar publicamente a desistência do negócio há cerca de uma semana, o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, mudou de postura e confirmou a renovação de contrato com Memphis Depay. O recuo do mandatário ocorreu após o Conselho de Orientação (CORI) emitir parecer favorável à extensão do vínculo, encerrando um período de forte crise interna e pressão da torcida.
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O mandatário detalhou os motivos que o levaram a retomar as negociações e selar o acordo:
Está subindo a documentação. Momento em que subir para o sistema, eu vou assinar. Ele (Memphis) baixou bem, eu não queria falar em números, ele abaixou consideravelmente o contrato. Pelo que eu senti e pelo trabalho que fizemos, tanto no jurídico como no administrativo e também no financeiro, é possível a gente pagar esse contrato.

Osmar Stabile, presidente do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca / Corinthians
Da nota oficial ao risco financeiro
A postura inicial de Stabile, ao publicar uma nota oficial cancelando as tratativas sob a justificativa de preservar a "saúde financeira" do clube, gerou forte descontentamento nas redes sociais e agradou apenas a uma ala de conselheiros do Parque São Jorge. Naquele momento, o acordo já estava praticamente concluído, restando apenas a assinatura do próprio presidente.
A decisão de romper as conversas abriu um cenário de alto risco para a agremiação. Memphis Depay declarou publicamente que a quebra não ficaria "sem sanção". Além da dívida existente de R$ 77 milhões com o atleta, o clube passou a conviver com a possibilidade de cobrança de até R$ 180 milhões, somando indenizações pelo descumprimento do acordo após exames aprovados e minutas trocadas.
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Diante do impasse e com base no estatuto do clube — que exige aval prévio para transações acima de 40 mil salários mínimos —, o dirigente decidiu acionar o CORI para reavaliar a situação e reabriu as conversas com o estafe do atleta.
Reajuste no contrato e respaldo de Diniz
O termo descartado anteriormente por Stabile estipulava salários de R$ 1,9 milhão mensais — corte expressivo em relação aos R$ 3,5 milhões pagos anteriormente. O novo formato aceito pelo jogador estabelece uma redução ainda maior nos valores, abrangendo itens como marketing, ajuda de custo e bonificações.
O recuo da presidência também atendeu a um pedido explícito do técnico Fernando Diniz, que vinha cobrando publicamente um desfecho positivo para a permanência do atacante. No último domingo, após a derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, o comandante alvinegro comentou a reaproximação entre as partes:
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Trazem alegria e esperança e têm toda minha torcida para que se conclua com a permanência dele aqui.
Com a presença do atacante no CT Joaquim Grava nesta terça-feira, o Corinthians trabalha agora na assinatura do documento, na regularização do visto de trabalho e na publicação do contrato no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF para que ele possa atuar.
Com informações da Estadão Conteúdo
