
Leila Pereira, presidente do Palmeiras
Cesar Greco / Palmeiras
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, criticou a Conmebol nesta segunda-feira (10) e até apresentou uma sugestão: disse que os clubes brasileiros deviam sair da organização da América do Sul e se filiar à Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe). A ideia surge porque o Palmeiras está revoltado com o caso de racismo contra Luighi e as repetidas punições fracas da Conmebol nesses episódios.
"Temos que tomar medidas firmes com relação à Conmebol, não é possível. O Brasil representa 60% da receita da Conmebol, e os clubes brasileiros são tratados dessa forma. Então vou lançar uma ideia, uma reflexão pra todos: já que a Conmebol não consegue inibir esse crime e tratar os brasileiros com o tamanho que eles representam, por que não pensar em nos filiarmos à Concacaf? Saímos da Conmebol e vamos pra Concacaf", iniciou Leila, em entrevista à TNT Sports.
Leila avisou que vai falar sobre o assunto com outros times brasileiros: "Acho que só assim vão respeitar o futebol brasileiro, porque o futebol brasileiro não está sendo respeitado pela Conmebol. Vou conversar, na quarta-feira, em uma reunião com a CBF, com os clubes brasileiros. É uma semente pra se plantar".
A presidente até falou que os times brasileiros podem ganhar mais dinheiro dessa forma: "Já que não somos respeitados pelo órgão que controla a América do Sul, por que não ir pra Concacaf? Com certeza financeiramente seria muito melhor".
O Cerro Porteño foi multado pela Conmebol em US$ 50 mil (cerca de R$ 290 mil) e jogará partidas da Libertadores sub-20 com portões fechados, como punição pelo caso de racismo. Além disso, o Cerro também deverá publicar, em suas redes sociais, uma campanha de conscientização e de combate ao racismo. O Palmeiras repudiou essas medidas.
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