Esporte na Band

Presidente que denunciou manipulações esportivas detona julgamento de Bruno Henrique

Hugo Jorge foi quem denunciou esquema de apostas esportivas vê diferença entre punições

Da redação
DA REDAÇÃO

14/11/2025 • 11:57 • Atualizado em 14/11/2025 • 11:57

Presidente que denunciou manipulações esportivas detona julgamento de Bruno Henrique

Presidente que denunciou manipulações esportivas detona julgamento de Bruno Henrique

Flamengo/Divulgação | Vila Nova/Divulgação

Resumo

Decisão do STJD absolveu Bruno Henrique, atacante do Flamengo, de denúncia por envolvimento em manipulação esportiva, após inicialmente ser condenado a suspensão de 12 jogos e multa de R$ 60 mil, gerando críticas de Hugo Jorge Bravo, presidente do Vila Nova.

Presidente do Vila Nova destacou, em comunicado nas redes sociais, a desproporção entre a pena aplicada a Bruno Henrique — multa de R$ 100 mil, considerada insignificante frente ao salário do atleta — e punições mais severas a jogadores de clubes menores envolvidos em casos similares, como Gabriel Domingos, suspenso por 720 dias.

Crítica pública apontou incoerência e falta de rigor pedagógico na decisão do STJD, reforçando a importância de punições exemplares para coibir manipulações esportivas e defendendo que julgamentos não devem ser influenciados por posição política, clube ou condição social dos envolvidos.

Hugo Jorge Bravo, presidente do Vila Nova, detonou a decisão do STJD em absolver Bruno Henrique, atacante do Flamengo, que foi denunciado por participar de um caso de manipulação esportiva.

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Na primeira instância, o atleta foi condenado a 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil, mas o clube conseguiu efeito suspensivo e no julgamento de recurso ele foi absolvido.

Presidente do Vila Nova usou as redes sociais para destrinchar sua opinião sobre a decisão do STJD que, segundo ele, não puniu o atleta como devia ser. Hugo Jorge foi um dos responsáveis por denunciar manipulações de resultados em 2022 que originou a Operação Penalidade Máxima.

“A gente se depara com com a situação dessa. Se politiza muito no Brasil, esquerda, direita, mas nós temos que ter um caminho só, o certo ou errado. E quando a gente se trata do certo ou errado, nós não podemos ter cor de camisa, não podemos ter condição social nem nada. A punição ficou eh muito branda. Para falar a verdade, não teve punição, senhores. Então, fica aí a nossa reflexão”, disse.

Leia o comunicado completo:

"Terminou hoje o julgamento do atleta Bruno Henrique, atleta do Flamengo. Foi punido com a multa de R$ 100.000, provavelmente 10%, 15% do do seu salário mensal. um atleta que que teria vazado informação sensível, queria tomar o cartão amarelo, vazou ali pros seus familiares, né?! Que aproveitaram dessa situação para fazer apostas esportivas, ali seu irmão, cunhada, outras pessoas mais próximas.

Fico muito confortável em tratar desse tema, porque no final de 2022, nós levamos a denúncia da manipulação de jogos ao Ministério Público do Estado de Goiás, na pessoa do Dr. Fernando Cesconeto, que estava ali pelo Gaeco e de forma brilhante conduziu ali essa parte da investigação que culminou com a Operação Penalidade Máxima que teve aí repercussão internacional que foi um marco, né, de atuação contra esses tipos de de ações.

E nessa operação tivemos um exemplo, Gabriel Domingos, um atleta do do Vila Nova, que foi punido 720 dias por ter emprestado a sua conta a um outro atleta aqui para que eles arrumassem um outro atleta para fazer um pênalti no primeiro tempo daquela partida, o que não aconteceu.

E ainda assim, e de forma correta, o atleta severamente punido com 720 dias, e a gente faz um paralelo com a punição do do atleta Bruno Henrique. E não somente a deles mas outros atletas da Operação Penalidade Máxima, uma diferença muito grande, uma desproporção, uma incoerência entre punições. E aí, vendo hoje esse resultado de julgamento eu achei que que ficou muito ruim o caráter pedagógico da pena.

Um atleta da envergadura que é o Bruno Henrique, punido com a multa de R$ 100 mil, como eu disse aí, insignificante para o salário mensal dele. E aí, a gente vê um outro atleta, vamos dizer aí que estava numa divisão inferior, punido de forma mais severa, dois anos de suspensão.

Então, a gente vê muita boa vontade dessa gestão da CBF, dias atrás tivemos aí um seminário ali sobre a integridade e lá, eu também coloquei que se o STJD não se posicionasse de forma firme, seria em vão, porque a punição é o maior remédio para coibir ações criminosas, seja no no âmbito criminal, seja também na na esfera administrativa, disciplinar.

E a gente se depara com com a situação dessa. Se politiza muito no Brasil, esquerda, direita, mas nós temos que ter um caminho só, o certo ou errado. E quando a gente se trata do certo ou errado, nós não podemos ter cor de camisa, não podemos ter condição social nem nada. A punição ficou eh muito branda. Para falar a verdade, não teve punição, senhores. Então, fica aí a nossa reflexão.

A gente espera que caso como esse no STJD seja tratado da forma que o futebol merece, de forma exemplar, de punições que realmente elas possam ser correspondentes ao tamanho da gravidade.

Então, fica aí a o meu repúdio, a minha indignação."

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