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Primeiro camarote de IA da Fórmula 1 estreia no GP de São Paulo

E muda a forma como empresas se relacionam com clientes!

4 min

30/10/2026 10:14 • Atualizado há 2 horas

Primeiro camarote de IA da Fórmula 1 estreia no GP de São Paulo

Primeiro camarote de IA da Fórmula 1 estreia no GP de São Paulo

Sauter Digital, com Google Cloud, Anthropic e Pipefy, transforma Interlagos em ambiente de negócios e aposta em conversas qualificadas no lugar de exposição de marca

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Durante anos, estar na Fórmula 1 significava ter a marca na pista. Parte das empresas de tecnologia B2B quer agora algo mais difícil de medir e mais valioso: a conversa certa, com quem decide, na hora em que a compra está sendo formada. É nessa lógica que a Sauter Digital, consultoria de cloud, dados, inteligência artificial e cibersegurança, estreia no Grande Prêmio de São Paulo, de 6 a 8 de novembro, em Interlagos, o primeiro camarote de IA da Fórmula 1, um espaço pensado para unir alta performance nas pistas, inovação e negócios.

O ambiente tem como parceiras a Google Cloud, a Anthropic e a Pipefy. A proposta é reunir clientes e potenciais clientes com os times técnicos e com as empresas que sustentam a entrega dos projetos, sem a formalidade de uma sala de reunião. Em uma só conversa, o executivo vê como infraestrutura, modelos de IA e automação de processos se encaixam na operação.

A iniciativa reflete a forma como a tecnologia corporativa é vendida hoje. Contratos de IA, dados e nuvem envolvem decisões de alto risco, vários decisores e ciclos longos, e a confiança pesa tanto quanto a proposta técnica. “Em tecnologia, credibilidade não se constrói com apresentação. Ela aparece quando o cliente vê quem opera o projeto, conversa com as parceiras que sustentam a entrega e percebe que o discurso se sustenta. Um ambiente como esse encurta essa distância”, afirma Emerson de Lima, CEO e fundador da Sauter.

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O palco ajuda a explicar a escolha. O GP de São Paulo de 2025 reuniu 303.627 pessoas em três dias, recorde que representou alta de 4,1% sobre 2024. Segundo estudo da FGV, o evento gerou impacto econômico de R$ 2,3 bilhões: R$ 1,4 bilhão em efeitos diretos e R$ 894,2 milhões indiretos. Pelo índice de alavancagem econômica divulgado após a prova, cada R$ 1 investido retornou R$ 7,14 à economia local, e a exposição de mídia da cidade foi estimada em US$ 516,6 milhões, o maior valor já registrado.

O perfil do público também interessa a quem vende inovação. Pouco mais de 43% dos presentes tinham entre 18 e 29 anos, e 94,8% disseram que pretendem voltar em 2026. Para uma empresa de tecnologia, isso significa estar onde o mercado já está engajado, em vez de tentar atrair atenção em um ambiente de oferta saturada. “Evento de relacionamento só funciona quando o convidado sai com algo concreto, seja uma ideia aplicável, uma conexão ou um próximo passo. Por isso desenhamos o espaço para gerar negócio, não só presença”, diz Lima.

Esse é também o critério que a empresa quer ver aplicado ao próprio investimento. A medição de resultado é o que separa um evento de relacionamento de um gasto de marketing, e coincide com a cobrança que a Sauter faz dos projetos de IA que entrega: todo investimento precisa responder à pergunta sobre retorno. “Aplicamos ao nosso marketing a mesma régua que cobramos dos projetos que entregamos. Se não dá para medir o que o evento gerou, não é estratégia”, afirma o executivo.

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A aposta tem base operacional. Fundada em 2020, a Sauter cresceu a uma taxa anual composta de 85%, tem mais de 450 clientes na América Latina e mais de mil projetos entregues. É Google Cloud Premier Partner, foi Partner of the Year da Google Cloud em 2023 e 2024 e é a primeira parceira oficial da Anthropic no Brasil. Ter as três parceiras no mesmo espaço reforça a ideia de que o relacionamento com o cliente faz parte da entrega, e não apenas da venda.

Para o mercado, o recado vai além de um camarote. Em um cenário no qual a IA é prioridade para a maioria das empresas, mas poucas sabem medir seus resultados, a forma de se relacionar com o cliente também passa por revisão. “O cliente de hoje não quer ser abordado, quer ser incluído. Quem entender isso primeiro vai ocupar os espaços onde as decisões são tomadas”, conclui Lima.