
Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha
REUTERS/Toby Melville/File Photo
Resumo
O empate sem gols entre Espanha e Egito em amistoso realizado em Barcelona foi marcado por episódios de intolerância nas arquibancadas, com torcedores entoando cânticos antimuçulmanos, o que gerou repercussão negativa e manifestações de autoridades e atletas.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez condenou publicamente o incidente, classificando o comportamento como inaceitável, prestando solidariedade aos atletas afetados e defendendo a imagem pluralista e tolerante da Espanha.
O atacante Lamine Yamal, visivelmente incomodado, criticou os cânticos em suas redes sociais, afirmou que o futebol deve ser um ambiente de respeito e reforçou o debate sobre discriminação no futebol espanhol.
O empate sem gols entre Espanha e Egito, em amistoso disputado no RCDE Stadium, em Barcelona, como preparação para a Copa do Mundo, foi marcado por episódios de intolerância nas arquibancadas. Durante a partida, torcedores entoaram cânticos de cunho antimuçulmano, o que gerou repercussão negativa e manifestações de autoridades e atletas.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou o episódio e classificou o comportamento como inaceitável.
"O incidente de ontem em Cornellà é inaceitável e não deve se repetir. Não podemos permitir que uma minoria incivilizada manche a imagem da Espanha, um país pluralista e tolerante", afirmou.
O dirigente também prestou solidariedade aos atletas afetados. "Todo o meu apoio aos atletas que sofreram com isso e meus aplausos àqueles que, com respeito, nos ajudam a ser um país melhor", completou.
Yamal reage a cânticos nas arquibancadas
O atacante Lamine Yamal também se manifestou após a partida. Visivelmente incomodado ainda durante o jogo, o jovem deixou o campo direto para os vestiários no intervalo e, posteriormente, utilizou as redes sociais para criticar os cânticos.
"Sou muçulmano. Ontem, no estádio, ouviu-se o cântico 'quem não pula é muçulmano'. Sei que era dirigido ao time rival, mas isso não deixa de ser uma falta de respeito e algo intolerável", escreveu.
"Entendo que nem todos os torcedores são assim, mas para aqueles que cantam essas coisas: usar uma religião como piada em um estádio faz vocês parecerem ignorantes e racistas", afirmou.
Yamal também destacou que o futebol deve ser um ambiente de respeito. "O futebol é para se divertir e torcer, não para desrespeitar as pessoas por quem elas são ou no que acreditam", completou.
O caso amplia o debate sobre episódios de discriminação no futebol espanhol, que recentemente já havia sido alvo de críticas internacionais por situações envolvendo jogadores estrangeiros.
Com Agência Estado
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