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Esportes

Príncipe da Jordânia acusa Fifa de chantagem por apoio a Infantino; entenda

Ali Bin Al Hussein faz forte manifestação nas redes sociais

3 min

04/08/2026 17:14 • Atualizado há 81 dias

Príncipe da Jordânia acusa Fifa de chantagem por apoio a Infantino; entenda

O presidente da Federação de Futebol da Jordânia, príncipe Ali Bin Al Hussein, acusou a Fifa de tentar chantagear a entidade para garantir apoio político à permanência do presidente Gianni Infantino no comando da instituição. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, na qual o dirigente detalhou que a pressão ocorreu verbalmente durante a Copa do Mundo de 2026.

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Segundo o dirigente jordaniano, um interlocutor sinalizou que as pendências financeiras e logísticas do país seriam resolvidas com maior facilidade caso a federação declarasse apoio formal ao atual mandatário da Fifa. Ali afirmou que a situação se trata de uma chantagem e garantiu que não cederá às exigências impostas.

"Durante meses, a Fifa se recusou a nos ajudar em qualquer uma dessas questões ou em outros assuntos. Até que, durante a Copa do Mundo, me foi comunicado verbalmente que, se eu apoiasse Infantino, isso ajudaria muito a nossa federação", declarou Ali Bin Al Hussein.

Dificuldades financeiras e premiações atrasadas

A denúncia veio à tona após a participação inédita da seleção da Jordânia em um Mundial. Na publicação, Ali relatou que a federação local opera com um orçamento limitado e enfrentou diversos obstáculos organizacionais.

Entre os problemas citados pelo príncipe estão os impedimentos para a emissão de vistos de entrada de torcedores nos Estados Unidos — mesmo para aqueles que já possuíam ingressos adquiridos por valores elevados —, a incidência de impostos sobre a participação no torneio e o atraso no repasse de verbas de outras competições.

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"Estamos sendo tributados pelo governo dos Estados Unidos, por meio da Fifa, pela nossa participação. Dinheiro que deveria ir para jogadores e funcionários", afirmou o dirigente, ao comparar a situação com as equipes que ficaram sediadas no Canadá e no México.

Além disso, a federação cobra o pagamento da premiação pelo vice-campeonato da Copa Árabe de 2025, realizada no Catar. De acordo com Ali, os valores destinados aos atletas e à comissão técnica ainda não foram entregues pela organização.

"Estamos esperando desde dezembro o dinheiro da premiação dos nossos jogadores pela Copa Árabe no Catar, que é um evento da Fifa. O valor que nossa equipe deveria receber por ter chegado à final ainda não foi entregue, enquanto, ao mesmo tempo, a Fifa se orgulha de ter bilhões em reservas", acrescentou.

Histórico de oposição na entidade

O posicionamento contrário de Ali a Infantino não é recente. O príncipe jordaniano foi adversário do dirigente suíço nas eleições presenciais da Fifa em 2016, quando terminou em terceiro lugar no primeiro turno do pleito defendendo reformas na governança da instituição.

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Apesar do histórico de oposição e das divergências políticas, Infantino e Ali chegaram a se encontrar no centro de treinamento da seleção jordaniana em Dallas durante a Copa de 2026. Na ocasião, o presidente da Fifa elogiou o desempenho do time no torneio, enquanto o dirigente local agradeceu o suporte ao futebol do país.

A Jordânia encerrou sua primeira participação em Mundiais na última colocação do Grupo J, que contava também com Argentina, Argélia e Áustria, sendo eliminada ainda na fase de grupos.

Sobre a nova investida política, Ali reiterou que a federação manterá sua postura. "Nós nos orgulhamos, na Jordânia, de defender valores éticos. Não o apoiamos antes e certamente não o apoiaremos agora. Toda essa situação equivale a uma chantagem, e nos recusamos a ceder a isso", concluiu