Esporte na Band

PSG terá que pagar R$ 37 milhões para Mbappé por férias não remuneradas

Justiça da França determinou medida nesta sexta-feira (6)

Da redação
DA REDAÇÃO

06/02/2026 • 16:40 • Atualizado em 06/02/2026 • 16:45

Mbappé em ação pelo Real Madrid

Mbappé em ação pelo Real Madrid

REUTERS/Ana Beltran

Resumo

Decisão judicial determinou que o Paris Saint-Germain pague 5,9 milhões de euros a Kylian Mbappé referentes a férias não remuneradas, valor inferior aos 61 milhões de euros pleiteados pelo jogador em ação trabalhista movida após sua saída do clube.

Conflito financeiro entre Mbappé e PSG intensificou-se após a transferência do atacante para o Real Madrid sem custos, com alegações da defesa do atleta de que o clube reteve valores contratuais como retaliação e indicação do PSG de que vai recorrer da decisão e pode negociar o pagamento caso a condenação seja mantida.

Histórico da saída de Mbappé inclui sete temporadas no PSG, polêmicas nos meses finais de contrato, afastamentos do elenco e recusa em renovar automaticamente, enquanto o processo principal sobre bônus e salários segue em tramitação e aguarda novos desdobramentos.

A Justiça do Trabalho da França determinou nesta sexta-feira (6) que o Paris Saint-Germain pague 5,9 milhões de euros (aproximadamente R$ 37 milhões) ao atacante Kylian Mbappé. A decisão refere-se a férias não remuneradas devidas ao atleta, que atualmente defende as cores do Real Madrid.

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O valor é apenas uma fração do montante total pleiteado pelo jogador. O astro francês moveu uma ação em dezembro no Conselho de Prud'hommes de Paris — o tribunal trabalhista do país — exigindo a quitação de 61 milhões de euros (cerca de R$ 382 milhões) relativos a salários, bônus e direitos trabalhistas que não teriam sido pagos ao fim do seu contrato.

Entenda o impasse jurídico entre as partes

O conflito financeiro ganhou força após a saída de Mbappé do clube parisiense ao final da temporada de 2024. Sem renovar o vínculo com o PSG, o atacante transferiu-se sem custos de transferência para a Espanha, o que gerou um desgaste público entre a diretoria do time francês e o estafe do atleta.

A defesa do jogador alega que o clube reteve valores contratuais devidos como retaliação pela saída. Por outro lado, o Paris Saint-Germain deve recorrer da decisão judicial anunciada nesta sexta-feira. Caso a condenação seja mantida em instâncias superiores, o clube sinaliza que pretende abrir negociações com os agentes de Mbappé para discutir as condições e formas de pagamento.

O histórico da saída de Paris

Kylian Mbappé encerrou sua passagem pelo PSG após sete temporadas, consolidando-se como o maior artilheiro da história da equipe. No entanto, os últimos meses de contrato foram marcados por polêmicas nos bastidores e afastamentos temporários do elenco principal, justamente pela recusa do jogador em acionar a cláusula de renovação automática.

Para o tribunal trabalhista, a questão das férias não gozadas e não pagas apresenta um caráter objetivo dentro da legislação local, o que resultou nesta primeira vitória parcial para o jogador. O processo principal, que envolve os bônus milionários de fidelidade e os últimos meses de salários, segue em tramitação e aguarda novos desdobramentos jurídicos.