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Quantos pontos precisa para não ser rebaixado no Brasileirão?

Estatísticas indicam zona de segurança a partir dos 42 pontos; marca de 45 praticamente elimina risco de queda

Da redação
DA REDAÇÃO

07/10/2025 • 14:57 • Atualizado em 07/10/2025 • 14:57

Quantos pontos precisa para não ser rebaixado no Brasileirão?

Quantos pontos precisa para não ser rebaixado no Brasileirão?

Staff Images/CBF

Uma das perguntas mais recorrentes dos torcedores de times que lutam na parte de baixo da tabela do Campeonato Brasileiro é: quantos pontos são necessários para não ser rebaixado?

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Embora não exista um número fixo ou 'mágico', que garanta a permanência, análises estatísticas e o histórico da competição apontam para uma "nota de corte" que varia a cada temporada.

Historicamente, a marca de 45 pontos consolidou-se no imaginário do futebol como o número seguro, capaz de praticamente eliminar qualquer risco de queda para a segunda divisão. No entanto, estudos aprofundados mostram que a zona de segurança real costuma estar um pouco abaixo dessa pontuação.

Análises probabilísticas realizadas pelo Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), especialista em estatísticas do futebol, mostram como o risco de rebaixamento diminui drasticamente a cada ponto somado a partir dos 41.

Segundo os matemáticos, um time com 41 pontos tem uma probabilidade de queda superior a 50%. Com 42 pontos, o risco de descenso cai para 29,063%. A segurança aumenta consideravelmente ao atingir 43 pontos, com o risco diminuindo para 13,143%. Já com 44 pontos, a probabilidade é de apenas 4,484%. A marca dos 45 pontos, por sua vez, torna o rebaixamento quase impossível, com um risco de apenas 1,119%.

Ou seja, segundo a UFMG, o risco de queda de cada pontuação é:

  • Com 45 pontos, o risco de queda é de apenas 1,119%.
  • Com 44 pontos, o risco de queda é de 4,484%.
  • Com 43 pontos, o risco sobe para 13,143%.
  • Com 42 pontos, o risco de queda é de 29,063%.
  • Com 41 pontos, a probabilidade de rebaixamento já é superior a 50% (50,259%).

O histórico da "nota de corte"

A pontuação do 16º colocado, o primeiro time a escapar da zona de rebaixamento (Z4), na era dos 20 clubes (desde 2006) demonstra a variação da "nota de corte" a cada ano, reforçando que a meta de 45 pontos é frequentemente superestimada.

Em 2022, por exemplo, o Cuiabá garantiu sua permanência na elite com apenas 41 pontos. No ano anterior, em 2021, a disputa foi mais acirrada e o Juventude precisou somar 46 pontos para não cair. A pontuação mínima para evitar a queda já chegou a ser de 39 pontos, como no caso do Ceará em 2019.

Veja a pontuação do primeiro time fora do Z4 nos últimos anos:

  • 2022: Cuiabá - 41 pontos
  • 2021: Juventude - 46 pontos
  • 2020: Fortaleza - 41 pontos (livrou-se pelo saldo de gols)
  • 2019: Ceará - 39 pontos
  • 2018: Vasco - 43 pontos
  • 2017: Vitória - 43 pontos (livrou-se pelo saldo de gols)

Fatores de influência

A variação da pontuação necessária para se salvar do rebaixamento está diretamente ligada ao desempenho geral das equipes na metade inferior da tabela. Em temporadas mais equilibradas, nas quais os times da parte de baixo conseguem somar mais pontos, a "nota de corte" tende a ser mais alta.

Por outro lado, em anos com equipes de desempenho muito fraco, que somam poucos pontos ao longo do campeonato, o número necessário para a permanência diminui consideravelmente.

Além da pontuação, os critérios de desempate frequentemente se mostram decisivos. Em situações onde duas ou mais equipes terminam o campeonato com o mesmo número de pontos na zona limítrofe, o número de vitórias e o saldo de gols, nessa ordem, determinam quem permanece na Série A e quem é rebaixado para a Série B.

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