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Alvo do Corinthians, Spindel fez o Fla crescer, mas teve críticas; conheça

Bruno Spindel deve ser o novo dirigente do Corinthians e carrega um um currículo de peso, apesar de alguns questionamentos

Da redação
DA REDAÇÃO

26/12/2025 • 22:38 • Atualizado em 26/12/2025 • 22:38

Bruno Spindel, ex-Flamengo, surge como nome forte para assumir o futebol do Corinthians na temporada de 2026. O executivo foi fundamental para o sucesso do Flamengo, trabalhando no clube de 2013 até 2024. Ajudou o time a evoluir financeiramente, conquistou títulos, mas também sofreu alguns desgastes pontuais. E saiu por causa da chegada de Luiz Eduardo Baptista à presidência.

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Engenheiro de formação e com perfil corporativo, Spindel chegou ao Flamengo em 2013, ainda na gestão Bandeira de Mello, atuando no Marketing e posteriormente como CEO (Diretor Geral). Essa experiência na severa reestruturação financeira do Flamengo é vista como um trunfo para o atual cenário do Corinthians, que vive crise financeira aguda.

Quando focou no futebol, a partir de 2019, formou uma dupla: o vice-presidente Marcos Braz cuidava da política e do vestiário, enquanto Spindel era o homem dos números, focado em viabilizar a logística e os custos das negociações.

Vale destacar a diferença entre Fabinho Soldado e Spindel: o ex-executivo de futebol do Corinthians cuidava também do vestiário. Já Spindel, que deve sucedê-lo, tem menos experiência nesse sentido, pois deixava as tarefas com Braz.

O "engenheiro" de Arrascaeta e outras estrelas

O ponto alto da gestão de Spindel foi a capacidade de fechar negociações que pareciam financeiramente inviáveis. O maior exemplo foi a contratação de Arrascaeta, em 2019. O executivo liderou uma operação jurídica e financeira exaustiva para tirar o uruguaio do Cruzeiro, lidando com agentes difíceis e valores recordes para a época, mas garantindo um ídolo histórico para o clube.

Essa capacidade de articulação se repetiu em outros momentos cruciais. Foi Spindel quem desenhou o parcelamento que permitiu a compra definitiva de Gabigol junto à Inter de Milão e quem operou o fluxo de caixa para o pagamento à vista da multa rescisória de De La Cruz (US$ 16 milhões), única forma aceita pelo River Plate. Sua gestão ficou marcada por elevar o patamar de investimento do time, transformando receita em ativos técnicos.

As críticas: "Gelo no sangue" e erros de avaliação

Apesar dos títulos, o executivo não foi imune a falhas. Sua estratégia de negociação, apelidada de "gelo no sangue" (paciência extrema para baixar preços), muitas vezes tornou as janelas de transferência lentas e cansativas. Críticos apontam que essa postura fez o time perder pré-temporadas importantes enquanto aguardava desfechos de "novelas" como a de Léo Ortiz ou as tentativas frustradas por Claudinho.

Além do timing, Spindel foi cobrado pela escolha de treinadores. Ele conduziu pessoalmente as entrevistas na Europa que resultaram nas contratações de Domènec Torrent e Paulo Sousa, técnicos que não se adaptaram ao futebol brasileiro.

Na reta final de sua passagem, um erro operacional pesou: a venda do lateral Wesley para a Atalanta colapsou devido a atrasos no envio de documentação pelo Flamengo, um episódio grave que recaiu sobre sua pasta.

Spindel vai para o Corinthians?

O Corinthians vê em Spindel a experiência necessária para gerir um clube de massa e orçamento complexo. Segundo informações apuradas por Luis Fabiani, da Rádio Bandeirantes, o Timão mantém conversas ativas com o ex-dirigente do Flamengo, mas ele não corre sozinho.

A diretoria alvinegra trabalha com Spindel e mais dois candidatos na mesa para a vaga de executivo de futebol. O clube busca definir o nome o mais breve possível para iniciar o planejamento de 2026, e o perfil negociador de Spindel é bem avaliado, embora a concorrência pelo cargo permaneça aberta.

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