Esporte na Band

Quem é Lucas Braathen, esperança de medalha nas Olimpíadas de Inverno

Brasileiro é o principal destaque do Brasil na busca de primeiro pódio na história da competição

Da redação
DA REDAÇÃO

05/02/2026 • 19:44 • Atualizado em 05/02/2026 • 19:44

Lucas Pinherio Braathen é a esperança do Brasil nos Jogos de Inverno

Lucas Pinherio Braathen é a esperança do Brasil nos Jogos de Inverno

REUTERS/Christian Bruna

Resumo

O esquiador Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, é apontado como principal esperança de medalha para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, após romper com a federação norueguesa e optar por representar o país de sua mãe, destacando-se como um dos melhores do mundo nas provas de Slalom e Slalom Gigante.

A trajetória de Braathen, marcada por sucesso na Noruega e pela liderança nos rankings mundiais, transformou-o em símbolo de renovação dos esportes de neve no Brasil, com expectativas focadas na disputa direta pelo pódio e reconhecimento pela combinação de precisão e velocidade em provas técnicas.

A programação de Braathen nos Jogos prevê competições nos dias 14 e 16 de fevereiro em Slalom Gigante e Slalom, respectivamente, enfrentando rivais de destaque como Manuel Feller, Marcel Hirscher, Marco Odermatt e Henrik Kristoffersen, com favoritismo sustentado por regularidade técnica e motivação renovada ao competir pelo Brasil.

O esquiador Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, inicia sua trajetória nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 como a principal esperança de pódio para o Brasil. Filho de mãe brasileira e pai norueguês, o atleta optou por defender as cores brasileiras em 2024, após romper com a federação da Noruega.

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Atualmente consolidado como um dos melhores do mundo nas provas de Slalom e Slalom Gigante, Braathen chega à competição com o status de favorito para conquistar a primeira medalha da história do país em Olimpíadas de Inverno.

O fenômeno do esqui alpino

Lucas Pinheiro Braathen é considerado o maior fenômeno da história dos esportes de neve para o Brasil. A decisão de representar o país de sua mãe ocorreu após uma trajetória de sucesso pela equipe da Noruega, onde treinava até 2023. O retorno ao esporte sob a bandeira brasileira transformou o esquiador em um símbolo de renovação para a modalidade no país, ocupando posições de destaque, como líder ou vice-líder, nos rankings mundiais de sua categoria.

A performance consistente do atleta nas últimas temporadas o coloca em uma posição estratégica. Especialista em provas técnicas, ele combina a precisão exigida pelo Slalom com a velocidade necessária para o Slalom Gigante. Para a comissão técnica e analistas esportivos, a presença de Braathen nos Jogos não é apenas participativa, mas focada diretamente na disputa pelo topo do pódio.

Programação e principais desafios

A agenda de Lucas Pinheiro Braathen em Milão-Cortina 2026 está concentrada na segunda semana dos Jogos. Conforme o cronograma das provas técnicas de esqui alpino, o brasileiro fará suas principais descidas nos dias 14 e 16 de fevereiro. No dia 14 (sábado), Braathen entra na pista para a disputa do Slalom Gigante. Já no dia 16 (segunda-feira), o atleta compete em sua especialidade, o Slalom. Ambas as provas são divididas em duas descidas, onde o tempo total determina o vencedor.

Para alcançar o pódio inédito, o esquiador terá que superar adversários de elite. Entre os principais rivais está o austríaco Manuel Feller e o experiente Marcel Hirscher, que agora representa a Holanda, mas é reconhecido como o mestre da técnica. Além deles, o suíço Marco Odermatt e o norueguês Henrik Kristoffersen — seu ex-companheiro de equipe — aparecem como obstáculos diretos na busca pelo ouro olímpico.

Análise do favoritismo

O favoritismo de Braathen é sustentado por sua regularidade técnica. Diferente de outros ciclos olímpicos, o Brasil chega a 2026 com um competidor que já domina as etapas da Copa do Mundo. A transição da federação norueguesa para a brasileira não diminuiu seu ritmo; ao contrário, o atleta parece ter encontrado uma motivação extra ao carregar a bandeira verde e amarela nas montanhas italianas.

A expectativa é que a experiência de Lucas, somada ao conhecimento profundo do estilo de seus antigos parceiros noruegueses, sirva como vantagem estratégica nas descidas em Bormio. Se confirmar o desempenho apresentado nos rankings, o esquiador pode encerrar a competição como o primeiro sul-americano a subir ao pódio em uma edição de inverno.

Confira o calendário de Lucas Braathen nos Jogos de Inverno

  • 14 de fevereiro: Slalom gigante masculino (duas descidas)
  • 16 de fevereiro: Slalom masculino (duas descidas)