Esporte na Band

Rafinha diz que crise no São Paulo não pode virar “muleta” dentro de campo

Novo gerente esportivo reconhece problemas extracampo, mas cobra postura e desempenho do elenco

Matheus Gavazzi
MATHEUS GAVAZZI

27/01/2026 • 13:53 • Atualizado em 27/01/2026 • 13:53

Rafinha é novo gerente esportivo do São Paulo

Rafinha é novo gerente esportivo do São Paulo

Rubens Chiri/Saopaulofc.net

O novo gerente esportivo do São Paulo, Rafinha, adotou um discurso firme ao comentar o momento delicado vivido pelo clube fora de campo. Durante sua entrevista coletiva de apresentação, realizada nesta terça-feira (27), o ex-lateral afirmou que a crise política e os problemas financeiros enfrentados pela instituição não podem servir como justificativa para o rendimento da equipe dentro das quatro linhas.

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Segundo Rafinha, questões como atrasos salariais e instabilidade administrativa fazem parte do cenário atual, mas não podem ser usadas como “muleta” pelo elenco. O dirigente lembrou, inclusive, que o clube já conviveu com dificuldades semelhantes em outros momentos e, ainda assim, conseguiu resultados esportivos relevantes.

Todo o problema da forma política, de atraso, a gente sabe que existe, mas isso não pode ser uma muleta para os jogadores. Aqui no São Paulo, com salário atrasado, fomos campeões da Copa do Brasil. Então isso não pode servir de desculpa

O ex-lateral reforçou que o foco precisa estar no que acontece dentro de campo, destacando que o desempenho esportivo tem impacto direto no ambiente interno do clube. Para ele, vitórias, postura competitiva e atitudes durante os jogos são fundamentais para reduzir a pressão externa e permitir que o São Paulo atravesse esse período de turbulência com mais estabilidade.

A crise política existe, a gente sabe disso, mas ela tem que ficar fora do campo. Não pode ser desculpa para empatar um jogo ou perder um jogo. Aqui dentro a gente precisa fazer a coisa andar

Rafinha também destacou que conhece profundamente o atual elenco e que a cobrança será por comprometimento e responsabilidade. Segundo ele, o futebol precisa ser tratado como prioridade absoluta no dia a dia do clube, independentemente dos problemas institucionais que ainda estejam em andamento.

Esse momento não vai acabar amanhã, a gente sabe que é um processo. Mas as coisas andando dentro do campo, tudo melhora. Começa com vitórias, com desempenho e com atitude

Ao assumir a função, Rafinha afirmou que seu trabalho passa justamente por retirar o peso do extracampo da rotina dos jogadores e ajudar o grupo a se concentrar exclusivamente no futebol. Na visão do dirigente, a recuperação do São Paulo começa pela mudança de postura e pela resposta dentro das partidas.

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