Arbitragem brasileira protagoniza polêmica em jogo da Libertadores; entenda
Ramon Abatti Abel e Daiane Muniz dos Santos são contestados pela atuação em Carabobo x Sporting Cristal

A atuação da equipe brasileira de arbitragem no confronto entre Carabobo-VEN e Sporting Cristal-PER, pela partida de ida da terceira fase da pré-Libertadores, gerou repercussão negativa após a anulação de um gol da equipe peruana. O árbitro Ramon Abatti Abel invalidou o lance após recomendação de Daiane Muniz dos Santos, responsável pelo VAR, em partida que terminou com vitória peruana por 1 a 0.
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A decisão motivou críticas do analista de arbitragem Paulo Caravina, do perfil “Sou do Apito”, que classificou a arbitragem brasileira como "piada internacional". Para o especialista, houve inconsistência na aplicação da regra sobre toque de mão. Ele ainda afirmou que o desvio foi involuntário e ocorreu sem tempo de reação para o atleta.
Comparação com o clássico paulista
Caravina traçou um paralelo entre o lance na Libertadores e um pedido de pênalti para o São Paulo em semifinal recente contra o Palmeiras, na Arena Barueri. Segundo o analista, o toque no braço do zagueiro Gustavo Gómez foi interpretado corretamente como ação de bloqueio compatível com o movimento corporal, sem marcação de penalidade.
O comentarista aponta que Daiane Muniz, presente nas duas cabines de vídeo, aplicou critérios distintos para lances semelhantes em curto intervalo de tempo. "Nem a mesma árbitra consegue interpretar a mesma regra, manter o critério", avalia Caravina, que também criticou Abatti Abel por concordar com a revisão em campo.
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