Ramón Díaz se defendeu das cobranças depois da derrota por 3 a 0 do Corinthians para o Barcelona-EQU, nesta quarta-feira (5), na terceira fase da Copa Libertadores, a última antes do chaveamento dos grupos.
O técnico argentino, que admitiu que o time equatoriano foi 'superior em todos os sentidos', recordou os momentos de tensão na temporada passada, quando ele assumiu o comando e o Timão lutava contra o rebaixamento no Brasileirão.
“A equipe tem sempre que melhorar. São momentos. Estamos jogando uma sequência de jogos importantes que não dá respiro. Hoje Carrillo estava muito desgastado, não são desculpas. É tratar o que vem e enfrentar. O torcedor e as pessoas não estão contentes porque o time não jogou bem. Somos responsáveis, mas é assim quando encontramos um time que te supera. Entendo que a imprensa busca os jogos que não jogamos bem, mas não esquecem que era uma equipe que estava em último. Os torcedores choravam, pedindo por favor para salvar. Classificamos para a Libertadores, estamos na semifinal do Paulista, mas há momento que um time te supera. É levantar a cabeça, melhorar. Faz parte do futebol”, disse Ramón Díaz.
Sobre a partida, o argentino também exaltou o desempenho do Barcelona-EQU em Guayaquil.
“Nunca me arrependo do que faço. Aqui, principalmente, na Libertadores, é diferente do que jogamos no Brasil. Eles foram muito superiores em todos os sentidos, muito mais do que o tático. Fizeram grande jogo. Nos superaram, não há desculpa além do tático, que podemos acertar. Não são desculpas, mas viemos de desgaste de três dias. Nos superaram em todos os sentidos. Há que aceitar quando o adversário se supera em todos os sentidos", disse.
Com a derrota por 3 a 0, o Corinthians precisa vencer por quatro gols de diferença para avançar à fase de grupos da Libertadores. Um triunfo por três gols força a disputa por pênaltis. Ainda assim, Ramón não joga a toalha.
“O que fica é que não vamos perder a esperança neste momento. A equipe conseguiu a classificação depois de tantos anos, e realmente nos superaram em todos os sentidos. Felicitações a eles, fizeram grande jogo. Temos que aceitar. O tático me parece que tivemos bem no primeiro tempo, mas não fomos pulsantes no ataque como somos.”
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