
Rayssa Leal comemora título da SLS Super Crown em SP
Divulgação / SLS
Resumo
Conquista histórica foi alcançada por Rayssa Leal ao se tornar a primeira tetracampeã da Street League Skateboarding, vencendo o Super Crown em São Paulo diante de dez mil pessoas e consolidando recorde absoluto na modalidade.
Domínio técnico foi demonstrado por Rayssa com notas sempre acima de 8,0, superando adversárias como Chloe Covell e quatro japonesas, mesmo sob pressão e após competir lesionada, o que garantiu o título antes da última manobra.
Trajetória vitoriosa inclui prata em Tóquio 2020, bronze em Paris 2024, títulos mundiais e 26 vitórias internacionais, destacando frieza estratégica e superação emocional relatadas pela atleta após a conquista.
A estrela brasileira do skate, Rayssa Leal, consolidou seu status de lenda ao se tornar a primeira e única tetracampeã da Street League Skateboarding (SLS) – a Liga Mundial de Skate Street. A vitória foi alcançada neste domingo (7) durante o Super Crown realizado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
Rayssa dominou a final de ponta a ponta, exibindo uma regularidade impecável que a manteve inalcançável. Ela garantiu notas consistentemente acima de 8,0, incluindo um impressionante 8,3 logo na primeira volta. Enquanto suas principais concorrentes acumulavam erros, a brasileira se manteve firme e garantiu um feito inédito na modalidade, superando recordes entre homens e mulheres.
"Não tenho palavras para expressar meus sentimentos. Em Paris, não passei para a final. Era a meta do ano. Estou feliz. É algo sobrenatural", iniciou a jovem, emocionada com o quarto título mundial.
A maranhense, dona de 26 vitórias internacionais, revelou que competiu sob pressão extra, usando uma proteção no joelho devido a uma queda durante o treino. "Caí, bati a cabeça e virei um pouco o joelho no treino. Acordei melhor e estava feliz de competir, mesmo um pouco machucada. Nada muito preocupante", disse ela ao SporTV.
Diante de um público de dez mil pessoas que a fez se sentir em casa, Rayssa não apenas ampliou sua lista de conquistas – que inclui a prata em Tóquio 2020 e o bronze em Paris 2024, além dos títulos mundiais no World Skate Games de 2022 e 2024 – mas também demonstrou uma frieza estratégica.
Na fase inicial, com duas voltas de 45 segundos, o 8,3 garantiu-lhe a liderança, superando a australiana Chloe Covell por apenas um décimo. Na etapa decisiva de cinco tentativas de manobras individuais, Rayssa foi perfeita logo em sua primeira manobra, enquanto a Covell e as quatro japonesas na final tiveram dificuldades iniciais e quedas, incluindo Coco Yoshizawa, atual campeã olímpica, que não conseguiu se recuperar após erros nas primeiras voltas.
Apesar das japonesas, como Yumeka Oda, campeã do mundo, alcançarem notas altas (como um 9,0) nas tentativas finais, e Liz Akama conseguir um 8,0, a diferença estabelecida por Rayssa foi intransponível. Antes mesmo de executar sua última manobra, o título inédito já estava garantido para a brasileira.
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