Esporte na Band

Rivellino pede Neymar na Copa do Mundo: "Nosso último grande jogador"

Campeão da Copa em 1970, a lenda da Seleção disse que Neymar precisa de apenas 40 minutos em campo para fazer a diferença

Da redação
DA REDAÇÃO

26/03/2026 • 18:11 • Atualizado em 26/03/2026 • 18:11

Campeão da Copa do Mundo em 1970 pela Seleção Brasileira, Roberto Rivellino concedeu uma entrevista à Rádio Bandeirantes e falou sobre a situação de Neymar. Riva defende a presença do camisa 10, desde que o atleta apresente condições mínimas de jogo.

Compartilhar

A lenda da Seleção destacou que o cenário atual difere de gerações anteriores, quando havia múltiplas opções decisivas em campo. Segundo ele, equipes como a de 1970 contavam com alternativas ofensivas em diferentes posições, o que garantia variação de protagonismo durante as partidas.

"Neymar é o único [craque] que restou. Em 70, o Pelé fazia [a diferença]. Se não fizesse, o Jairzinho fazia, o Tostão fazia, o Gerson fazia, o Carlos Alberto fazia. Tinha várias opções e um coletivo forte", disse.

Ao comparar com o momento atual, o ex-jogador afirmou que a Seleção depende de atletas que, apesar de desempenhos relevantes em clubes, ainda não reproduzem o mesmo nível com a 'amarelinha'. Rivellino citou Vinícius Júnior e Raphinha como exemplos de jogadores que ainda buscam regularidade com a Seleção.

Neymar não foi convocado para a Seleção desde que Ancelotti assumiu como treinador

Neymar não foi convocado para a Seleção desde que Ancelotti assumiu como treinador

Raul Baretta/Santos FC

Para Rivellino, Neymar segue como opção capaz de alterar partidas, mesmo sem condição de atuar durante os 90 minutos. A sugestão é utilizá-lo por períodos mais curtos, entre 30 e 40 minutos, caso esteja clinicamente apto.

"Infelizmente, Neymar não vai estar 100% na Copa do Mundo. Fisicamente não está [no auge], mas tem que saber como utilizá-lo. Você usa por 30 ou 40 minutos e ele pode fazer a diferença. Em duas ou três jogadas, ele é o diferencial", analisou.

Ao final, o ex-jogador reforçou que considera Neymar uma peça relevante, mas condicionou sua presença à capacidade de contribuir efetivamente durante a competição.

"Sou a favor [de convocá-lo] desde que jogue. Não adianta chegar lá machucado e não poder jogar. Quero que o Neymar jogue. Se jogar 40 minutos, eu levaria de olhos fechados", finalizou.