Esporte na Band

Roger vê cobrança injusta e confia em dias melhores: 'Não vou desistir'

Técnico do tricolor ouviu vaias no MorumBis após a vitória simples por 1 a 0 diante do Juventude

Da redação
DA REDAÇÃO

21/04/2026 • 23:11 • Atualizado em 21/04/2026 • 23:18

Roger Machado durante a vitória do São Paulo sobre o Juventude pela Copa do Brasil

Roger Machado durante a vitória do São Paulo sobre o Juventude pela Copa do Brasil

Rubens Chiri e Paulo Pinto / São Paulo FC

Mesmo diante da pressão da torcida, Roger Machado afirma que não tem a intenção de entregar o cargo. O técnico deu a declaração após a vitória sobre o Juventudo por 1 a 0, no MorumBis, nesta terça-feira (21), pelo jogo de ida da quinta rodada da Copa do Brasil. O treinador ouviu vaias antes, durante e após o resultado.

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"O que eu diria, daria como exemplo para as minhas duas filhas, nesse momento de maior dificuldade, digamos assim, ou de pressão externa, que, em alguns momentos, me parece um pouco injusta, se eu desistisse? Eu não vou desistir. Sigo trabalhando firme e forte até quando o presidente, o Rui, entenderem que seja positivo", disse o treinador.

"São 33 anos nesse lugar. Já houve momentos que em outra vezes também fui pressionado, em alguns momentos passou-se esse 'gap' das pressões e outros não. Eu sigo forte, confiando no trabalho, acreditando completamente na reversão desse cenário", completou.

O São Paulo foi para o intervalo com a vantagem mínima sobre a equipe gaúcha. Aos 32 minutos, Artur fez bela jogada individual e Luciano apareceu para cabecear na área do Juventude e balançar as redes.

Logo no inicio do segundo tempo, Diogo Barbosa foi expulso por atingir Luciano com as travas da chuteira. Com um jogador a mais, o time tricolor criou inúmeras chances, mas não conseguiu ampliar o placar. Calleri, inclusive, teve a oportunidade de anotar o segundo em cobrança de pênalti, mas desperdiçou a chance.

Além do treinador, Rui Costa é outro alvo dos protestos dos torcedores. Na segunda-feira, integrantes da maior organizada do clube cobraram a saída do diretor de futebol.

Questionado sobre como é trabalhar sobre pressão, Roger disse que a tensão das arquibancadas tem influenciado no futebol apresentado dentro de campo.

"É importante a gente diferenciar. O ambiente interno das pressões externas. O ambiente interno é um ambiente muito saudável, que a gente preserva ali o nosso momento de trabalho e todo mundo está muito envolvido para que as coisas deem certo. Obviamente que o contexto externo, que todas as questões diante do treinador acabam, de uma certa forma, impactando os atletas. No jogo da Sul-Americana, além das orientações técnico/táticas, eu pedi para os jogadores que ficassem mais calmos, porque estávamos ansiosos pelo ambiente externo criado, não para os jogadores, mas em oposição ao treinador. Isso é ruim para o trabalho, é ruim para o São Paulo", analisou.

Luciano, autor do gol da vitória desta terça, saiu em defesa do treinador depois do jogo e responsabilizou o elenco pelos resultados negativos e atuações abaixo da expectativa. "Acho que o professor está... ele passa os vídeos, tudo para nós, deixa desenhado o que temos que fazer. Se a torcida vaia, cobra, eles estão na razão, mas nós jogadores somos os maiores culpados."

O São Paulo volta a campo no próximo sábado, às 21h (horário de Brasília), no MorumBis, contra o Mirassol, pela 13ª rodada do Brasileirão.

Com informações da Agência Estado