
John Textor, dono da SAF do Botafogo
Vitor Silva / Botafogo
Resumo
A medida anunciada pela SAF do Botafogo permite que representantes do clube social analisem documentos financeiros relacionados ao futebol, buscando reduzir tensão após meses de questionamentos sobre o cumprimento do contrato de venda da SAF.
A controvérsia gira em torno do investimento de R$ 400 milhões previsto na negociação, com membros do clube social questionando se o valor foi aplicado integralmente no Botafogo e levantando dúvidas sobre transferências de recursos ao Lyon, enquanto a SAF afirma ter cumprido todas as obrigações financeiras antes do prazo.
A relação entre SAF e clube social está desgastada, com disputas judiciais envolvendo John Textor, Eagle Football e Ares, além de um julgamento no Tribunal Arbitral previsto; a abertura das contas inclui agendamento de reunião e reforça o compromisso com transparência e responsabilidade no uso das informações.
A SAF do Botafogo anunciou, nesta sexta-feira (27), uma medida importante para tentar reduzir a tensão com o clube social.
Em sinal de transparência, a gestão controlada por John Textor permitirá que representantes do associativo analisem documentos financeiros ligados ao futebol.
A decisão ocorre após meses de notificações e questionamentos internos sobre o cumprimento do contrato de venda do clube-empresa.
Impasse dos R$ 400 milhões e a conexão com Lyon
O ponto central da discórdia entre as partes envolve o investimento total previsto na negociação da SAF, estimado em R$ 400 milhões. Membros do clube social — que detém 10% das ações e possui papel fiscalizador — questionam se o montante foi efetivamente aplicado no Botafogo.
Um dos focos de atenção dos conselheiros é o destino de recursos que teriam sido direcionados ao Lyon, clube francês que também pertence à rede Eagle Football, de Textor. Para parte do associativo, esse movimento levanta dúvidas se a operação de venda foi concluída conforme o acordado ou se os valores foram movimentados sem permanecer como investimento direto no Alvinegro.
Por outro lado, a SAF rebate as críticas e sustenta que todas as obrigações financeiras foram cumpridas integralmente ainda em 2024, antes do prazo estipulado em contrato.
Relação desgastada e batalhas judiciais
A abertura das contas tenta suavizar um clima de forte desgaste. Recentemente, o clube social já havia atuado na fiscalização de um empréstimo para resolver pendências da contratação do meia Almada, que geraram punições esportivas ao clube.
O cenário de conflito, no entanto, é amplo e inclui disputas judiciais envolvendo John Textor, a Eagle Football e a Ares (credora da holding), além de um julgamento previsto no Tribunal Arbitral para os próximos meses.
Nota Oficial da SAF do Botafogo
Em comunicado, a diretoria da SAF confirmou o agendamento de uma reunião para a próxima semana:
"A Diretoria da SAF recebeu uma notificação do Clube Social solicitando o compartilhamento de informações e documentos financeiros específicos. Em sinal de transparência, boa-fé e parceria colaborativa, a SAF está abrindo as portas de seu escritório aos representantes a serem indicados pelo associativo e agendou um encontro na próxima semana para apresentação integral da referida documentação pessoalmente."
A nota ainda ressalta que esse compartilhamento vai além do que já é enviado rotineiramente ao Conselho Fiscal e de Administração, reforçando a importância da "transparência e responsabilidade no uso de informações confidenciais".
Com informações da Estadão Conteúdo
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