
Flâmula do Botafogo no Engenhão
Vítor Silva/Botafogo
Resumo
Venda da SAF do Botafogo foi anunciada após crise financeira, com comunicado publicado no jornal Financial Times pela consultoria Cork Gully, responsável pela administração judicial do grupo Eagle Football Holdings de John Textor.
Administração judicial da Eagle Football Holdings, holding que controla participações em clubes como Botafogo, Lyon e RWDM Brussels, levou à oferta dos ativos ao mercado internacional, convidando interessados a enviarem propostas aos administradores.
Dívida estimada em R$ 2,7 bilhões e passivo circulante elevado agravam a situação do Botafogo, gerando incertezas sobre a continuidade das operações, desgaste na gestão de John Textor e preocupação com possíveis sanções e alternativas para o futuro do clube.
A SAF do Botafogo foi colocada à venda em meio a uma grave crise financeira que atinge o clube carioca. O movimento foi oficializado por meio de um anúncio no tradicional jornal inglês Financial Times, publicado pela consultoria britânica Cork Gully, que atua como administradora judicial da Eagle Football Holdings, grupo do empresário John Textor.
Entenda o que está à venda
A Eagle Football Holdings funciona como uma holding que controla participações em diversos negócios esportivos. Como o grupo entrou em um processo de administração judicial — mecanismo semelhante à recuperação financeira no Brasil —, seus principais ativos passaram a ser oferecidos ao mercado internacional.
Além do controle majoritário do Botafogo, o anúncio inclui as participações no Lyon, da França, e no RWDM Brussels, da Bélgica. O comunicado segue o modelo de classificados e convida potenciais interessados a enviarem propostas diretamente aos administradores responsáveis pela gestão dos bens de Textor.
Crise financeira e dívidas bilionárias
A colocação da SAF à venda ocorre em um momento crítico para a instituição. Atualmente, o Botafogo enfrenta uma dívida estimada em R$ 2,7 bilhões. O cenário é agravado por um passivo circulante elevado, o que gera incertezas sobre a continuidade das operações diárias do clube.
Nos bastidores, a gestão de John Textor sofre desgastes e o clube social já avalia alternativas para o futuro. Existe a preocupação direta com o equilíbrio das finanças para evitar sanções graves, como a penhora de bens decorrente de atrasos em compromissos financeiros já assumidos pela gestão atual.
*Com informações de Agência Estado
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