
Amanda é líder da Torcida Tricolor PCD
Instagram @_amandanc
A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos instaurou um inquérito civil para investigar possíveis falhas de acessibilidade no Morumbi, estádio do São Paulo. A ação baseia-se em denúncia de Amanda Nunes Costa, advogada e representante do movimento Torcida Tricolor PCD.
O caso teve início em agosto de 2025, após relatos de falta de espaço adequado para pessoas com deficiência em partidas contra o Atlético Nacional e Atlético-MG. Embora o clube tenha inaugurado um novo setor com 206 lugares (103 para cadeirantes e 103 para acompanhantes) no dia 24 de agosto, a denunciante aponta as seguintes irregularidades persistentes:
- Ausência de piso tátil, tomadas elétricas e intérpretes de Libras
- Setor sem cobertura e com visibilidade obstruída por grades
- Estacionamento insuficiente para o público PCD
- Sanitários com dimensões inferiores às normas técnicas
Posicionamento do São Paulo
Em nota, o clube rebateu as acusações e prestou os seguintes esclarecimentos:
Logística: o espaço não foi utilizado no jogo de 19 de agosto por falta de homologação das entidades competentes.
Normas Técnicas: o São Paulo afirma que a instalação de pisos, arquibancadas e sinalização de vagas segue rigorosamente a legislação.
Libras: o clube alega não haver obrigatoriedade de intérpretes em jogos, argumentando a "inexistência de diálogos" durante o evento.
Sanitários: admitiu falhas pontuais, mas garantiu que os problemas já foram solucionados.
Contexto Jurídico
A representação chegou a ser arquivada inicialmente, mas o Ministério Público aceitou recurso e converteu o caso em inquérito civil. A denunciante, Amanda Nunes Costa, é figura ativa na política interna do clube, tendo sido responsável pelo pedido de liminar para o voto híbrido no processo de impeachment de Julio Casares.
Com Estadão Conteúdo
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