
São Paulo recebe LDU nesta quinta (25), no Morumbi, precisando de gols para reverter desvantagem e seguir na Libertadores
Foto: Rubens Chiri, Nilton Fukuda e Paulo Pinto / Saopaulofc
O MorumBIS se preparou para uma noite de virada histórica. Mas o que a torcida testemunhou foi o colapso melancólico de um sonho que, até maio, parecia sólido. O São Paulo foi eliminado nas quartas de final da Copa Libertadores de 2025 pela LDU Quito, perdendo em casa por 1 a 0 e por 3 a 0 no placar agregado.
A dor desta queda é ampliada pela ironia da trajetória: o Tricolor havia conquistado a segunda melhor campanha geral da fase de grupos, com 14 pontos, atrás apenas do Palmeiras. Era como um castelo de areia que parecia firme, mas cedeu diante da primeira onda mais forte do mata-mata.
O sentimento dentro do elenco refletiu o das arquibancadas. Rafael e Lucas Moura resumiram a noite como uma mistura de “tristeza com vergonha”. A eliminação custou caro: além do impacto esportivo, o clube deixou de receber ao menos R$ 12 milhões em premiações, enquanto rivais como Flamengo (R$ 50,2 milhões) e Palmeiras (R$ 56,8 milhões) seguem acumulando receitas.
O tabuleiro de culpas: gestão, técnico e elenco
A eliminação não foi mero acidente, mas um capítulo que expõe falhas da gestão Julio Casares. A responsabilidade se divide em três frentes: diretoria, comando técnico e jogadores.
A escolha da diretoria
A troca de treinador é o ponto mais criticado. A queda aconteceu já sob o comando do argentino Hernán Crespo, contratado em junho. Nos bastidores, pesa a decisão de demitir Luís Zubeldía, invicto em 14 jogos e sem derrotas na Libertadores. O comentarista Neto classificou a mudança como “erro grave”, lembrando que Crespo já havia sido eliminado da Copa do Brasil por uma equipe da Série B.
Enquanto rivais como o Palmeiras sustentam projetos mesmo sob pressão, o São Paulo desmontou um trabalho invicto em busca de resultados imediatos.
O duelo tático
O confronto também evidenciou falhas de execução em campo. A LDU, comandada por Tiago Nunes, explorou a baixa eficácia ofensiva do São Paulo. Apesar da média de 12,57 finalizações por jogo no Brasileirão, o time converte apenas 7% das chances. Contra os equatorianos, não marcou nenhum gol em 180 minutos.
O lance decisivo saiu de um contra-ataque após escanteio a favor do Tricolor. Um erro de Rodriguinho e a falha de domínio de Bobadilla abriram espaço para Medina selar a classificação da LDU.
Os dados da Sala Digital, baseados no Google Trends, revelam o ranking de atenção da torcida nas horas após a eliminação. Lucas Moura foi o mais buscado, seguido por Hernán Crespo e Luciano. Em quarto lugar apareceu Julio Casares, presidente do clube. A ordem expõe o retrato emocional do torcedor: a esperança concentrada nos ídolos em campo e, logo depois, a cobrança ao comando técnico e à gestão.
No entanto, os protagonistas não corresponderam. Luciano voltou a falhar em jogo decisivo e reconheceu a frustração de não ter marcado. Lucas Moura, que ficou 35 dias afastado por lesão, retornou sem ritmo e teve atuação discreta. O alto volume de buscas por Crespo, Luciano e Lucas evidencia que a confiança da torcida estava neles, mas nenhum conseguiu entregar no momento decisivo.
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