Esporte na Band

Crise na Itália: entenda a polêmica envolvendo Maldini, Pirlo e Leonardo

Federação italiana teve dia caótico após fim das negociações com o treinador

Rodrigo Lima
RODRIGO LIMA

27/07/2026 • 16:13 • Atualizado em 27/07/2026 • 16:13

Leonardo e Maldini, diretores da Seleção Italiana

Leonardo e Maldini, diretores da Seleção Italiana

Divulgação/FIGC

A Seleção da Itália enfrenta um cenário de forte instabilidade nos bastidores de sua federação nacional. A frustrada contratação do ex-jogador Andrea Pirlo para o comando técnico da equipe desencadeou um impasse político que pode culminar na demissão coletiva dos dirigentes Paolo Maldini e Leonardo.

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A crise ganhou contornos públicos na tarde desta segunda-feira (27), após reuniões de emergência na sede da Federação Italiana de Futebol (FIGC) para definir o futuro da comissão técnica.

Entenda a polêmica

O imbróglio começou durante o processo de escolha do novo treinador. Após sondagens iniciais por Pep Guardiola, o nome de Andrea Pirlo ganhou força por indicação do diretor técnico Paolo Maldini e do assessor Leonardo.

No entanto, a negociação travou após a descoberta de atividades de Pirlo como embaixador global de uma empresa de apostas russa (Fonbet). O presidente da FIGC, Giovanni Malagò, considerou a ligação inadequada para o cargo na seleção nacional, citando a participação recente do ex-meio-campista em eventos em Moscou ao lado de Marco Materazzi.

Diante da repercussão do caso, o próprio Pirlo utilizou suas redes sociais para anunciar que não era mais candidato ao cargo de treinador. O episódio gerou até repercussão diplomática, com o embaixador russo na Itália, Alexey Paramonov, publicando uma carta aberta em apoio ao ex-jogador.

Ameaça de renúncia de Maldini e Leonardo

Irritados com o recuo nas negociações e a rejeição ao nome do ex-volante, Maldini e Leonardo passaram a se recusar a aceitar outras opções para o cargo de treinador da Azzurra. Ambos caminham para a entrega de seus cargos dentro da entidade.

Tentativas de conciliação ocorreram durante a tarde desta segunda (27) com a sugestão do nome do técnico Thiago Motta para contornar a ruptura, mas sem definição oficial até o momento. Dirigentes da federação, como Giancarlo Abete e Ezio Simonelli, confirmaram que souberam das intenções de renúncia da dupla enquanto deixavam as reuniões na sede.

Anúncios oficiais e os desdobramentos sobre o futuro da seleção italiana são aguardados para a reunião do Conselho da FIGC agendada para esta terça-feira (28).

Corrida contra o tempo

Ainda sem treinador, a Itália corre contra o tempo para definir o seu futuro. Daqui a dois meses, a seleção italiana entrará em campo pela Liga das Nações da UEFA, no dia 25 de setembro.

A Itália está em um grupo complicado, que conta com Bélgica, Turquia e França.