Show do Esporte

Altitude em El Alto preocupa até jogadores da Bolívia antes de jogo contra o Brasil

Em El Alto, a 500 metros acima de La Paz, seleção boliviana também sente os efeitos da altitude, já que muitos de seus atletas atuam fora do país

Da redação
DA REDAÇÃO

07/09/2025 • 15:47 • Atualizado em 07/09/2025 • 15:47

A Seleção Brasileira enfrentará a Bolívia na próxima terça-feira (9) em um cenário ainda mais desafiador do que o habitual. A partida não será no tradicional estádio Hernando Siles, em La Paz, mas sim na cidade vizinha de El Alto, a 4.100 metros de altitude.

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A novidade é que a preocupação com os efeitos da altitude não é exclusiva dos brasileiros: atinge também os próprios jogadores bolivianos, segundo apurou o repórter Julio Gomes, no Show do Esporte.

Direto de La Paz, onde a seleção da Bolívia realiza seus treinamentos, Julio Gomes trouxe a informação de que a altitude extrema de El Alto, 500 metros superior à da capital, é um fator de atenção para os atletas da casa.

A razão é que uma parte significativa do elenco boliviano atua em clubes de outros países e não está habituada a viver e jogar em condições tão extremas.

Vantagem da casa relativizada

"A altitude não é um problema só para os brasileiros", relatou Julio Gomes após conversar com jogadores bolivianos antes do treino deste domingo. "A maior parte ou boa parte desses jogadores que estão aqui jogam em outros lugares do mundo, na Rússia, na Arábia Saudita, em clubes da América do Sul. Eles não vivem aqui em La Paz", completou.

A situação cria um paradoxo com o lema exibido no placar eletrônico do estádio Hernando Siles: "Se juega donde se vive" ("Joga-se onde se vive"). Conforme apurado pelo repórter, muitos dos atletas convocados pela Bolívia não vivem mais na altitude e, por isso, também expressaram preocupação com o desgaste físico que a partida em El Alto, ainda mais alto do que La Paz, pode causar.

Dessa forma, a histórica vantagem que a Bolívia sempre buscou impor aos seus adversários ao jogar em casa pode ser, em parte, relativizada.

A estratégia de levar o jogo para um local ainda mais alto visa potencializar essa dificuldade para os visitantes, mas, ao mesmo tempo, impõe um desafio adicional para seus próprios atletas que não estão totalmente aclimatados.