Trocar de time faz parte da carreira de qualquer jogador. Mas quando a mudança é para o maior rival, a história ganha um peso diferente. São negociações que mexem com torcidas, criam polêmicas e muitas vezes redefinem a relação entre atleta e clube.
No futebol paulista, não faltam exemplos marcantes. Neto, ídolo máximo do Corinthians, também defendeu Palmeiras, Santos e São Paulo. Ricardinho viveu grandes momentos no Timão, mas depois passou por São Paulo e Santos. E até Emerson Leão, um dos maiores goleiros da história do Palmeiras, teve uma breve e vitoriosa passagem pelo Corinthians, onde foi campeão paulista antes de retornar ao Verdão.
No Rio de Janeiro, as idas e vindas entre rivais também marcaram época. Renato Gaúcho saiu do Flamengo para jogar no Botafogo, depois brilhou no Fluminense com o histórico gol de barriga na final do Carioca de 1995 contra o próprio Flamengo e anos depois voltou a vestir a camisa rubro-negra. Bebeto, revelado pelo Vasco, vestiu o manto do Flamengo e também defendeu o Fluminense, colecionando paixões e polêmicas por onde passou.
Em Minas Gerais, a rivalidade ficou ainda mais acirrada com Fred. O atacante se destacou no Cruzeiro, depois foi para o Atlético Mineiro, onde se declarou apaixonado pelo clube. No entanto, não demorou para voltar à Toca da Raposa, reacendendo o amor da torcida celeste e aumentando a rusga com os atleticanos.
Mais recentemente, Dudu protagonizou o capítulo mais recente dessa lista. Após uma breve passagem pelo Cruzeiro, o atacante assinou com o Atlético Mineiro, gerando enorme repercussão nas redes sociais e entre as torcidas. No fim, as mudanças de camisa continuam mostrando que no futebol a paixão é da arquibancada, enquanto no campo quem fala mais alto é a carreira profissional.

