Resumo
Decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva rejeitou, por unanimidade, o pedido do Santos para anular a partida contra o Coritiba no Campeonato Brasileiro, após derrota por 3 a 0 marcada pela substituição equivocada de Neymar.
Justificativa do Santos para o pedido foi a alegação de “erro de direito” na saída de Neymar, mas o tribunal considerou o episódio como “erro de fato”, não cabendo anulação do jogo.
Confusão durante a partida envolveu atendimento médico a Neymar, autorização verbal e gestual de César Sampaio para substituição, e erro na comunicação do número do jogador a ser trocado, resultando na saída definitiva do camisa 10 do Santos.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva rejeitou nesta sexta-feira (22) o pedido do Santos de anular a partida contra o Coritiba no último domingo, na Arena Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. O Peixe perdeu o jogo por 3 a 0, marcado pela substituição por engano de Neymar no segundo tempo do duelo.
O Santos decidiu entrar com a ação no STJD porque considerou a substituição de Neymar um “erro de direito”, que configura com a possibilidade de anulação da partida. O tribunal, no entanto, indeferiu, por unanimidade, o pedido do Peixe ao considerar o lance como “erro de fato”.
Entenda o caso
O meia era atendido pelo médico do Santos após sentir um desconforto na panturrilha no momento que Robinho Jr estava preparado para entrar em campo. O quarto árbitro, Bruno Mota Correia, levantou a placa com o número do camisa 10.

Neymar e Paulo Cezar Zanovelli em Santos x Coritiba (Foto: Jean Carniel / Reuters)
No entanto, a comissão técnica do Peixe anotou o número do lateral Gonzalo Escobar como o jogador que deveria ser substituído. Como Neymar saiu do gramado, ele não pôde voltar para o campo. Ele ainda mostrou para a câmera da transmissão o papel com a alteração correta.
De acordo com o árbitro Paulo Cezar Zanovelli, César Sampaio, auxiliar do Santos, fala com o quarto árbitro, Bruno Mota Correia, e autoriza, “verbalmente e gestualmente”, a saída de Neymar. Somente depois, na visão do árbitro da partida, que a comissão técnica do Peixe percebe o erro.
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