
Seahawks e Patriots se enfrentam no Super Bowl LX
Divulgação/NFL
O Super Bowl costuma absorver a identidade da cidade que o recebe, de South Beach, em Miami, ao French Quarter, em Nova Orleans, passando por Hollywood, em Los Angeles. Neste domingo (8), essa lógica se repete em Santa Clara, na Califórnia, quando New England Patriots e Seattle Seahawks se enfrentam no Levi’s Stadium, no coração do Vale do Silício.
A proximidade com algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, fundos de capital de risco e gigantes do entretenimento transformou o evento em um ponto de encontro de bilionários, executivos, celebridades e aspirantes a circular nesse universo exclusivo.
“O Super Bowl na Bay Area é a justaposição perfeita de ‘Ballers’, ‘Billions’ e ‘Silicon Valley’”, afirmou ao jornal The New York Times Venky Ganesan, sócio da Menlo Ventures. Segundo ele, o jogo é praticamente irresistível nos círculos da tecnologia. Ganesan disse que assistiria à partida como convidado, ao lado de amigos “proeminentes”, sem revelar nomes.
Em tom irônico, ele resumiu o clima do evento: “São bilionários da tecnologia, que eram escolhidos por último nas aulas de educação física, pagando US$ 50 mil para fingir que são amigos dos caras que eram escolhidos primeiro”.
Entre os nomes esperados no estádio estão Neal Mohan, CEO do YouTube, empresa que paga à NFL pelo menos US$ 2 bilhões por ano pelos direitos do pacote Sunday Ticket, além de Eddy Cue, vice-presidente sênior de serviços da Apple, e o CEO da companhia, Tim Cook.
Também devem comparecer Alan Waxman, CEO da Sixth Street, grupo que adquiriu 3% do Patriots, além do piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton e do cantor Justin Bieber. As celebrações começaram antes do jogo. Na sexta-feira (6) à noite, a região da Embarcadero, em San Francisco, ficou congestionada por veículos autônomos da Waymo levando convidados a festas corporativas.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, passou por um evento promovido por FanDuel e Spotify no Pier 29, enquanto a banda Green Day se apresentava. Empresas como Uber e Fanatics também organizaram shows com artistas como Olivia Dean, Cardi B e SZA.
Apesar da concentração de riqueza na região, conseguir ingresso não é simples. A capacidade do Levi’s Stadium foi reduzida para cerca de 65 mil pessoas, abaixo dos 70 mil lugares habituais, para acomodar estruturas de transmissão e reforço de segurança. Apenas cerca de 25% dos ingressos ficaram disponíveis ao público em geral.
Segundo dados citados pelo jornal New York Times, o preço médio de revenda era de US$ 6.687, com entradas mais baratas custando mais de US$ 4 mil. A maior parte dos compradores veio do estado de Washington, seguida pela Califórnia. Torcedores de Massachusetts representaram apenas 7% das vendas.
Ainda assim, especialistas avaliam que a combinação de clima favorável, poder econômico e centralidade tecnológica torna a Bay Area uma candidata natural a voltar a sediar o evento no futuro. “A concentração de dinheiro, empresas poderosas e bom tempo praticamente garante que o Super Bowl retorne”, afirmou Andy Dolich, ex-executivo da MLB e da NBA, em entrevista ao jornal New York Times.
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