Esporte na Band

Talisca cobra profissionalização da arbitragem e compara Brasil à Europa

Atacante analisou diferenças estruturais e citou mudança de postura dos atletas fora do país

Da redação
DA REDAÇÃO

17/11/2025 • 19:01 • Atualizado em 17/11/2025 • 19:01

Anderson Talisca afirmou, em entrevista ao Sala do Esporte, do BandSports, que a arbitragem brasileira precisa avançar em profissionalização para acompanhar a evolução do futebol nacional. O atacante comparou estruturas utilizadas na Europa e no futebol turco e destacou que até a postura dos jogadores muda quando deixam o país.

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Talisca explicou que o ritmo e a mentalidade de jogo no exterior transformam rapidamente a forma como o jogador brasileiro se comporta em campo. Para ele, a dinâmica é mais intensa e menos interrompida. “O comportamento do atleta quando sai do Brasil muda de zero a cem. Lá fora não é qualquer tipo de falta, o jogo é mais corrido, mais segue, não tem falta besta, e os árbitros são mais capacitados”, disse.

Talisca defende profissionalização

O atacante afirmou acompanhar as reclamações sobre erros de arbitragem no Brasileirão e entende que o problema está na falta de profissionalização. “A arbitragem no Brasil não é 100% profissional devidamente como deve ser”, comentou.

Segundo Talisca, árbitros no exterior são tratados como atletas e têm rotina de treinos e preparação contínua. “Eles têm que treinar, têm que viver aquilo ali”, afirmou ao defender que o Brasil avance nesse modelo.

Árbitros brasileiros no exterior

Talisca lembrou que árbitros brasileiros demonstram alto nível quando apitam fora do país, citando experiências na Arábia Saudita. “O Daronco já apitou meu jogo, outro juiz também. E foi totalmente diferente do comportamento que às vezes acontece no Brasil”, explicou.

Para ele, a profissionalização daria segurança e foco aos árbitros. “Sou a favor disso porque vai trazer tranquilidade para os árbitros saberem que têm só aquilo para fazer, sem focar em outras coisas”, destacou.

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