Em alta na Argentina, Tévez revela planos de ser técnico na Europa
Destaque no comando do Talleres, técnico argentino detalha metas para o futuro e compara estilos de jogo entre Argentina e futebol europeu

O ex-atacante Carlos Tévez vem consolidando sua nova fase na beira do gramado. Após brilhar nos gramados mundiais, o agora treinador não esconde que seu objetivo a médio prazo é retornar à Europa, continente onde fez história com as camisas de Manchester United e Manchester City, da Premier League, e Juventus, do Campeonato Italiano.
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Atualmente, o ídolo do Corinthians comanda o Talleres e ocupa a quarta posição do Campeonato Argentino, com 25 pontos, a três de distância do líder Estudiantes.
O sonho europeu e a renovação com o Talleres
Em entrevista ao canal TyC Sports, Tévez destacou que pretende repetir como comandante o sucesso que obteve como atleta em solo europeu. No entanto, ele valoriza o momento atual e a confiança recebida em seu país natal.
Gostaria de seguir a carreira como treinador na Europa, assim como fiz enquanto jogador. Por isso, é ótimo que o Talleres esteja me oferecendo uma renovação de contrato, isso significa que estamos no caminho certo, afirmou o técnico.
Diferenças táticas e "rodagem" argentina
Para Tévez, a agressividade e o estilo propositivo do futebol argentino são fundamentais para sua formação e para ganhar a rodagem necessária antes do salto internacional. Ele comparou a liberdade tática das equipes locais com a rigidez muitas vezes encontrada nos principais centros europeus.
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"(Na Argentina) Os times começam a propor e saem para jogar um pouco mais, é importante destacar isso", explicou. "Na Europa, você vê muitos jogos com marcação individual. Se eu fizer isso contra o Unión agora, vão dizer que estou louco e não me deixarão entrar em Córdoba", comparou o treinador.
O desafio na Champions League
Tévez também usou um tom descontraído ao projetar cenários em grandes palcos, como uma semifinal de Liga dos Campeões, ressaltando que o sucesso ou o fracasso na Europa possuem pesos diferentes, inclusive financeiramente.
Agora, se eu estiver em Munique jogando a semifinal da Liga dos Campeões e sugerir isso, pode dar certo e dirão que o Tévez é um craque. Mas também pode dar muito errado, posso perder de 5 a 4, mas terei uma revanche. E se me derem uma surra, me pagam 10 milhões e eu posso voltar para casa, concluiu.
Com informações da Estadão Conteúdo
