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Tina e Milo: A história e o significado dos mascotes de Milão-Cortina 2026

Uma análise detalhada sobre a origem e o simbolismo dos arminhos escolhidos para representar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno na Itália

Da redação
DA REDAÇÃO

29/01/2026 • 16:32 • Atualizado em 29/01/2026 • 16:32

Tina e Milo, os mascotes dos Jogos Olímpicos de Inverno

Tina e Milo, os mascotes dos Jogos Olímpicos de Inverno

Daniele Mascolo/Reuters

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 apresentam como símbolos oficiais dois arminhos chamados Tina e Milo. Estas figuras não apenas cumprem o papel tradicional de engajamento do público, mas também carregam narrativas profundas sobre inclusão, resiliência e a geografia italiana.

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Diferentemente de mascotes criados exclusivamente por agências, a dupla é fruto de um processo participativo que envolveu estudantes, refletindo uma conexão direta entre o evento e a população.

A origem e o processo de seleção estudantil

A trajetória de Tina e Milo começou com a iniciativa "La Scuola per le Mascotte", desenvolvida em colaboração com o Ministério da Educação da Itália. O objetivo foi envolver alunos de todo o país na concepção dos ícones dos Jogos. Cerca de 1.600 ideias foram submetidas por turmas de escolas primárias e secundárias.

Após etapas rigorosas, duas propostas chegaram à final para votação pública: os arminhos, desenhados por estudantes da Calábria, e um par de flores chamadas "The Flowers", criadas por alunos de Segrate. Em fevereiro de 2024, após votação popular iniciada no Festival de Sanremo, os arminhos foram confirmados como vencedores com 53% dos votos. Embora o design tenha sido polido profissionalmente para animação, a essência do traço infantil foi preservada.

Características e personalidades dos mascotes

A escolha do arminho é zoologicamente relevante, já que o animal é nativo dos Alpes italianos. A dualidade entre os personagens explora a biologia da espécie, que muda a cor da pelagem conforme a estação, atribuindo identidades que espelham as sedes.

Tina é a mascote Olímpica e representa Cortina d'Ampezzo. Sua pelagem é clara, típica do arminho no inverno para camuflagem na neve. Descrita como criativa e curiosa, ela personifica a beleza e a arte, carregando o lema "Sonhe alto".

Milo é o mascote Paralímpico e representa Milão. Com pelagem marrom, cor típica do animal no verão, Milo foi desenhado com foco na resiliência: ele nasceu sem uma das patas traseiras. No entanto, essa característica não é vista como limitação; ele utiliza a cauda para auxiliar na locomoção e equilíbrio. Otimista e inventor, seu lema é "Obstáculos são trampolins".

O papel dos "The Flo" e o simbolismo coletivo

Acompanhando a dupla principal estão os "The Flo", seis pequenas flores de campânula-branca. Estes personagens secundários servem para homenagear os finalistas da votação popular, integrando o design que ficou em segundo lugar ao universo visual dos Jogos. Eles simbolizam o trabalho em equipe e a importância de preservar a flora alpina, reforçando a mensagem ecológica do evento.

Curiosidades e a unificação do território

A existência de Tina e Milo traz conexões geográficas importantes. Os nomes são diminutivos das cidades-sede: Tina de Cortina e Milo de Milão. Além disso, o fato de o desenho vencedor ter vindo de uma escola na Calábria, no extremo sul, enquanto os Jogos ocorrem no norte, é utilizado simbolicamente para mostrar que o evento pertence a toda a Itália.

Tina e Milo exemplificam a evolução dos mascotes modernos, deixando de ser apenas figuras de entretenimento para se tornarem vetores de mensagens sociais. Ao apresentar um personagem com deficiência integrada à sua narrativa de força, Milão-Cortina 2026 estabelece um padrão de inclusão autêntica e reafirma o compromisso dos Jogos com a educação e o legado cultural.

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