
Ronald Araujo, zagueiro do Barcelona
REUTERS/David W Cerny
Resumo
Ronald Araújo revelou que enfrentou ansiedade e depressão por cerca de um ano e meio enquanto seguia atuando pelo Barcelona. O zagueiro decidiu buscar ajuda após perceber que o problema já afetava também sua vida pessoal.
O uruguaio contou que o desgaste vinha se acumulando e teve como ponto de ruptura uma expulsão na Champions League. Ele afirmou que, mesmo em campo, não se sentia mais ele mesmo.
Araújo destacou o apoio do clube, dos companheiros e da família durante o afastamento. De volta aos gramados, disse estar preparado e encara a nova fase com outra perspectiva dentro e fora do futebol.
Capitão do Barcelona, Ronald Araújo revelou que conviveu por cerca de um ano e meio com ansiedade e depressão enquanto continuava defendendo o clube catalão. Em entrevista ao Mundo Deportivo, o zagueiro uruguaio explicou que decidiu pedir ajuda após perceber que o problema já afetava não apenas o rendimento em campo, mas também sua vida pessoal e familiar.
O defensor voltou a atuar como titular na vitória por 2 a 1 sobre o Albacete, pelas quartas de final da Copa do Rei, e marcou o gol decisivo. O retorno foi simbólico. Segundo ele, a expulsão em um jogo contra o Chelsea, pela Champions League, foi o ponto de ruptura de um processo que vinha se arrastando há meses.
Eu não estava bem há muito tempo, talvez mais de um ano e meio. A gente tenta ser forte, mas eu sentia que não estava bem. Não só no esporte, mas também na minha família e vida pessoal. Eu não me sentia eu mesmo.
Araújo revelou que a ansiedade evoluiu para um quadro de depressão e que, mesmo assim, seguiu jogando.
Apoio do clube foi decisivo
Araújo destacou que comunicar o problema foi o primeiro passo para a recuperação. Ele procurou o diretor esportivo Deco, que acionou a presidência e a comissão técnica. Segundo o uruguaio, o clube ofereceu total respaldo desde o início.
Eu precisava falar e dizer que tinha algo errado comigo para poder me recuperar. O clube entendeu desde o primeiro momento e me deu tudo o que eu precisava.
O zagueiro também ressaltou o apoio dos companheiros de elenco e da família, especialmente nos momentos em que relatou dificuldades até para sair da cama.
Nova fase dentro e fora de campo
De volta ao time e usando a braçadeira de capitão após a saída de Ter Stegen, Araújo afirmou encarar a carreira sob outra perspectiva. Com contrato até 2031, ele disse que não teme recaídas e que segue trabalhando com profissionais para manter o equilíbrio emocional.
No fim das contas, somos pessoas além de jogadores de futebol. Não se trata só de dinheiro ou fama. Existe a pessoa por trás do atleta.
Com Agência Estado
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