
Rodrigo Muniz, ex-Flamengo, defende o Fulham
Divulgação/Fulham
Resumo
Sentença condenou Harry Brown, de 25 anos, por enviar mensagens racistas e ameaças ao jogador brasileiro Rodrigo Muniz, atacante do Fulham, após partidas contra o Liverpool entre o final de 2024 e início de 2025.
Ofensas incluíram emoji de macaco, uso do termo "escravo" e desejos de morte à família de Muniz, com os ataques ocorrendo online em dezembro de 2024 e abril de 2025, levando o atleta a denunciar o caso à polícia e ao clube.
Punição aplicada determinou três anos de proibição de frequentar estádios e 150 horas de trabalho não remunerado; juiz e Fulham destacaram direito do atleta ao respeito, enquanto Muniz relatou estar enojado e o agressor demonstrou arrependimento.
Harry Brown, de 25 anos, foi sentenciado após enviar mensagens abusivas e de cunho racista ao atacante brasileiro Rodrigo Muniz, que atua no Fulham, da Premier League, e foi revelado pelo Flamengo. O crime ocorreu após Muniz marcar gols em partidas contra o Liverpool, entre o final de 2024 e o início de 2025.
As ofensas, enviadas de forma online, incluíam o uso de um emoji de macaco, o termo "escravo" e mensagens em que o agressor desejava a morte dos familiares do jogador.
Segundo os autos do processo, o primeiro ataque aconteceu após um empate em 2 a 2 em Anfield, no dia 14 de dezembro de 2024. O segundo incidente ocorreu em 6 de abril, após a vitória do Fulham por 3 a 2 sobre o Liverpool, quando Muniz decidiu denunciar o conteúdo à polícia e ao seu clube.

Rodrigo Muniz, do Fulham. Foto: Divulgação/Fulham
A punição
Pela infração de comunicações maliciosas, Brown recebeu uma proibição de frequentar estádios de futebol por três anos e foi condenado a realizar 150 horas de trabalho não remunerado.
Segundo o portal da BBC, da Inglaterra, o juiz distrital Philip Holden, ao proferir a sentença, destacou que o atleta tem o direito de exercer sua profissão sem ser ameaçado ou sofrer abusos raciais, classificando o ato como um "comportamento tribal de natureza racista".
Um detalhe marcante do caso foi o local da prisão: Brown foi detido em seu próprio local de trabalho, que, ironicamente, era o Tribunal de Magistrados de Barrow, onde ele trabalhava nas celas da corte para a empresa GEOAmey.
Depoimento de Rodrigo Muniz
Em depoimento, Rodrigo Muniz afirmou estar "enojado e ofendido" pelos comentários, ressaltando que o uso de termos racistas e as ameaças à sua família são atos ofensivos. A defesa de Brown alegou que ele está "profundamente envergonhado" e que agiu por impulso e raiva em um "erro tolo".
Fulham se posiciona
O Fulham FC manifestou-se afirmando que a sentença envia uma mensagem clara de que o abuso, em qualquer forma, não será tolerado e que o ambiente online não oferece anonimato ou proteção para quem propaga ódio.
Não perca nenhum lance!
Leia o melhor do esporte de graça, direto no seu e-mail
Selecione os seus temas favoritos:

