Esporte na Band

Torcida organizada acusa Corinthians de censura antes de jogo; entenda

Gaviões da Fiel publicou nota após faixas de protesto serem barradas inicialmente na entrada da Neo Química Arena

Da redação
DA REDAÇÃO

30/07/2026 • 19:35 • Atualizado em 30/07/2026 • 19:36

Resumo

A Gaviões da Fiel acusou o Corinthians de censura após faixas de protesto serem barradas na Neo Química Arena.

A organizada afirmou que o material já tinha sido aprovado pelo Batalhão de Choque e criticava a administração do clube.

A arena informou que houve uma falha de comunicação com os funcionários e liberou as faixas antes da partida.

A Gaviões da Fiel acusou o Corinthians de censura após faixas de protesto serem barradas inicialmente na entrada da Neo Química Arena nesta quinta-feira (30). O material seria exibido durante o jogo contra o Athletico, às 19h30, pela 21ª rodada do Brasileirão.

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Em nota oficial intitulada “Ditadura corinthiana?”, a principal torcida organizada do clube afirmou que as faixas criticavam a gestão e os problemas administrativos do Corinthians.

Segundo a Gaviões, o material já havia sido analisado e liberado pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, responsável pela avaliação de segurança dos itens levados ao estádio.

A organizada classificou a decisão como censura, citou o direito à manifestação e lembrou a Democracia Corinthiana, movimento histórico do clube marcado pela defesa da liberdade e da participação popular.

Neo Química Arena explica veto inicial

Segundo o setorista Luis Fabiani, da Band, a assessoria da Neo Química Arena informou que as faixas estavam liberadas.

O material teria sido barrado inicialmente porque os funcionários responsáveis pelo acesso não sabiam da autorização concedida pelo Batalhão de Choque.

Leia a nota oficial da Gaviões da Fiel

"DITADURA CORINTHIANA?

O Gaviões da Fiel repudia, com a mais absoluta indignação, o veto arbitrário imposto pela diretoria do Sport Club Corinthians Paulista à entrada de faixas de protesto na arquibancada, previstas para o jogo desta noite, às 19h30.

As faixas em questão passaram regularmente pelo crivo técnico do Batalhão de Choque da Polícia Militar, órgão responsável pela análise de segurança de todo material que ingressa no estádio. Foram aprovadas. Autorizadas. Liberadas. Mas, ao tomar conhecimento do conteúdo, crítico à má gestão e aos desmandos administrativos, a diretoria simplesmente decidiu que a voz da torcida não pode ser ouvida.

Não se trata de segurança. Trata-se de censura.

É preciso lembrar aos atuais mandatários, porque parece que esqueceram, que o direito à manifestação pacífica é garantido pelo artigo 5º, inciso IV, da Constituição Federal. Não é favor. Não é concessão. É direito.

É preciso lembrar também, com ainda mais ironia, que este é o mesmo Corinthians que em 1982 deu ao mundo a Democracia Corinthiana, movimento histórico que transformou o clube em símbolo universal de liberdade, participação e voz ativa dentro do próprio ambiente esportivo. O legado que inspirou o mundo hoje é atropelado por dirigentes que têm medo de uma faixa de pano.

Se a gestão fosse transparente e as contas fossem claras, não haveria faixa que incomodasse. O incômodo é a prova do acerto do protesto.

O Gaviões da Fiel reafirma: seguiremos exercendo, sempre dentro da lei e do respeito, o direito de cobrar, fiscalizar e criticar quem administra o patrimônio e o nome do maior clube do Brasil. Nenhuma proibição arbitrária vai silenciar a Fiel.

A DiretoriaGaviões da Fiel Torcida”