
Arce comemora vitória do Rivadavia
REUTERS/Sergio Moraes
O Independiente Rivadavia surpreendeu a América ao bater o Fluminense no Maracanã, nesta quarta-feira (16). Pouco conhecido no Brasil, o clube de Mendoza é estreante na Copa Libertadores, mas vive um fenômeno de ascensão meteórica. Confira 10 pontos essenciais para entender a "Lepra".
1. Clube centenário
Fundado em 1913, o clube de Mendoza foi amador por décadas. No profissionalismo, conquistou o Torneo Argentino A (equivalente à terceira divisão) em 1998/99 e 2006/07. Mas não conseguiu ir além. Eram outros projetos e gestões.
2. Origem italiana
Seu primeiro uniforme era verde, branco e vermelho. As cores eram uma referência direta à bandeira da Itália, pátria de grande parte de seus fundadores. Atualmente é azul, pela mesma referência, já que a Itália usa essa cor.
3. Nome e Sobrenome
Evite chamá-lo só de "Rivadavia". É uma palavra comum na Argentina (por causa do ex-presidente Bernardino Rivadavia). Existem ruas, instituições e órgãos com essa palavra. Para evitar confusão, utilize o nome completo ou o apelido…
4. O Apelido "La Lepra"
Esse apelido nasceu como um insulto rival na década de 1920, após um jogo beneficente para um leprosário. Depois o termo foi adotado pela torcida como símbolo de resistência. O lema é: "La Lepra no se cura", ou seja, a lepra não cura - é uma paixão eterna pelo clube.
5. Estádio exótico

(Foto: Reprodução/ X @ArgentinaFCOK)
O místico Bautista Gargantini tem arquibancadas que passam por cima do estacionamento por falta de espaço no parque. Em 2026, passará por reformas para atingir padrões internacionais. Enquanto isso, o time disputa a Libertadores no Malvinas Argentinas.
6. Ascensão Meteórica
- 2023: Acesso à elite do Campeonato Argentino
- 2024: Manutenção na elite do Argentino
- 2025: campeão da Copa da Argentina
- 2026: atualmente é líder do Campeonato Argentino no Grupo B
7. Gestão “SAF”

(Foto: Martín Pravata/ Independiente Rivadavia)
O salto de qualidade do Rivadavia é atribuído à gestão do empresário de mídia Daniel Vila (dono do Grupo América). O clube não é uma empresa (SAF no Brasil ou SAD na Argentina), mas tem esse “dono”. Oficialmente ele conseguiu mais recursos com patrocínios e apoiadores de mídia. Mas não está claro se também existe aporte pessoal.
Na Argentina, o debate sobre as SADs (Sociedades Anônimas Desportivas) é acalorado, entre o governo Milei e a AFA. O Rivadavia é visto como um misto de modelos, que é autorizado normalmente.
8. Inteligência de Mercado
Vila profissionalizou a gestão de futebol e investiu no departamento de scouting. Isso permitiu contratar destaques como Álex Arce e Sebastián Villa, elevando o nível técnico sem comprometer a saúde financeira.
9. Continuidade do treinador
A diretoria investiu para manter o técnico Alfredo Berti após o título de 2025. A manutenção da filosofia tática dele resultou em um aproveitamento impressionante de 78% dos pontos em 2026.
10. Estreia Histórica
A vitória no Maracanã marcou a primeira viagem internacional oficial do clube em 113 anos de história. Debutou na Libertadores vencendo um campeão, fora de casa.
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