O ciclo da Seleção até a Copa: relembre campanha, amistosos e polêmicas
Brasil chega para o Mundial na sexta colocação no ranking da Fifa e com uma chuva de desempenhos frustrantes

A Seleção Brasileira já vive a expectativa para a Copa do Mundo de 2026. Após a Data Fifa de março, o técnico Carlo Ancelotti, agora, convocará os 26 jogadores que representarão o Brasil no Mundial antes do início da competição. A Canarinho está no grupo C e estreia contra Marrocos.
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Carlo Ancelotti, inclusive, completa a lista de treinadores do Brasil em um ciclo longo, recheado de mudanças, polêmicas e marcas negativas. O band.com.br relembra como foi a campanha da Seleção Brasileira até o Mundial de 2026.
Quatro treinadores e marcas negativas
Embora o técnico Tite tenha anunciado que não ficaria no comando da Seleção Brasileira após a Copa do Mundo de 2022, a CBF não foi atrás de um substituto e iniciou o ciclo para 2026 com Ramon Menezes, à época treinador do sub-20. O aproveitamento foi negativo: duas derrotas em três amistosos internacionais contra seleções africanas - o Brasil venceu Guiné e perdeu para Marrocos e Senegal.
Com apenas três jogos no comando técnico, Ramon não permaneceu na Seleção. A CBF, então, contratou Fernando Diniz, que vinha de destaque no Fluminense, para assumir o Brasil e também comandar o Tricolor das Laranjeiras. Por mais que a primeira impressão tenha agradado - Diniz venceu Bolívia e Peru na abertura das Eliminatórias -, o empate com a Venezuela e as derrotas para Uruguai, Colômbia e Argentina derrubaram o treinador.
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Fernando Diniz durante derrota da Seleção Brasileira para o Uruguai. Foto: ANDRES CUENCA / Reuters
Em 2024, a CBF optou por tirar Dorival Júnior, que tinha acabado de ser campeão da Copa do Brasil pelo São Paulo, para comandar a Seleção. O comandante brasileiro foi o mais longevo do ciclo até a chegada de Ancelotti, ficando um ano no cargo. Mesmo com apenas duas derrotas, porém, Dorival não empolgou com a Canarinho, e a goleada por 4 a 1 diante da Argentina, em Buenos Aires, selou a sua queda.

Dorival no jogo da Seleção Brasileira contra o Uruguai. Foto: REUTERS/Adriano Machado
Em maio de 2025, a CBF, por meio do presidente Ednaldo Rodrigues, entusiasta de Carlo Ancelotti, finalmente conseguiu concretizar a contratação do treinador italiano, que deixou o Real Madrid depois de um vitorioso ciclo com a equipe merengue.
O mandatário, no entanto, não recebeu o seu novo contratado, já que sofreu impeachment na CBF. Seu substituto foi Samir Xaud, que comanda a entidade máxima do futebol brasileiro até hoje.
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Carlo Ancelotti ao lado do presidente da CBF, Samir Xaud. Foto: Brian Snyder/Reuters
Veja todos os jogos da Seleção Brasileira no ciclo
2023
- Marrocos 2x1 Brasil - amistoso internacional
- Brasil 4x1 Guiné - amistoso internacional
- Brasil 2x4 Senegal - amistoso internacional
- Brasil 5x1 Bolívia - Eliminatórias
- Peru 0x1 Brasil - Eliminatórias
- Brasil 1x1 Venezuela - Eliminatórias
- Uruguai 2x0 Brasil - Eliminatórias
- Colômbia 2x1 Brasil - Eliminatórias
- Brasil 0x1 Argentina - Eliminatórias
2024
- Inglaterra 0x1 Brasil - amistoso internacional
- Espanha 3x3 Brasil - amistoso internacional
- México 2x3 Brasil - amistoso internacional
- Estados Unidos 1x1 Brasil - amistoso internacional
- Brasil 0x0 Costa Rica - Copa América
- Paraguai 1x4 Brasil - Copa América
- Brasil 1x1 Colômbia - Copa América
- Uruguai 0x0 Brasil - Copa América
- Brasil 1x0 Equador - Eliminatórias
- Paraguai 1x0 Brasil - Eliminatórias
- Chile 1x2 Brasil - Eliminatórias
- Brasil 4x0 Peru - Eliminatórias
- Venezuela 1x1 Brasil - Eliminatórias
- Brasil 1x1 Uruguai - Eliminatórias
2025
- Brasil 2x1 Colômbia - Eliminatórias
- Argentina 4x1 Brasil - Eliminatórias
- Equador 0x0 Brasil - Eliminatórias
- Brasil 1x0 Paraguai - Eliminatórias
- Brasil 3x0 Chile - Eliminatórias
- Bolívia 1x0 Brasil - Eliminatórias
- Coreia do Sul 0x5 Brasil - amistoso internacional
- Japão 3x2 Brasil - amistoso internacional
- Brasil 2x0 Senegal - amistoso internacional
- Brasil 1x1 Tunísia - amistoso internacional
2026
- Brasil 1x2 França - amistoso internacional
- Croácia 1x3 Brasil - amistoso internacional
- Brasil x Panamá - amistoso internacional
- Brasil x Egito - amistoso internacional
Retrospecto total: 35 jogos, 15 vitórias, dez empates e dez derrotas → aproveitamento de 52,3%
Confira o aproveitamento dos técnicos da Seleção no ciclo
- Ramon Menezes: 3 jogos, 1 vitória e 2 derrotas → aproveitamento de 33,3%
- Fernando Diniz: 6 jogos, 2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas → aproveitamento de 38,3%
- Dorival Júnior: 16 jogos, 7 vitórias, 7 empates e 2 derrotas → aproveitamento de 58,3%
- Carlo Ancelotti: 10 jogos, 5 vitórias, 2 empates e 3 derrotas → aproveitamento 56,6%
Polêmicas e marcas negativas na Seleção
A Seleção Brasileira ainda conviveu com uma série de polêmicas durante o ciclo para a Copa do Mundo de 2026. Relembre algumas:
Pior campanha das Eliminatórias (e pior ciclo)
O Brasil fez a pior campanha das Eliminatórias para a Copa do Mundo na história. A Seleção Brasileira terminou na quinta colocação e ainda conviveu com outras marcas negativas - perda de invencibilidade em casa e três derrotas seguidas pela primeira vez.
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Além disso, o Brasil ainda teve o pior ciclo pré-Copa do Mundo da história. O aproveitamento de 52,3% é o menor da Canarinho antes de qualquer Mundial.

Brasil perdeu para Bolívia na campanha das Eliminatórias. Foto: Miguel Pessoa/Código 19/Estadão Conteúdo
Polêmicas no uniforme (camisa vermelha e Brasa)
O uniforme da Seleção Brasileira também deu o que falar. O presidente Ednaldo Rodrigues havia autorizado a Jordan, fornecedora de material esportivo do segundo kit do Brasil, a confeccionar uma camisa vermelha. A reação do público, em geral, foi bastante negativa. O projeto foi suspenso pelo novo presidente Samir Xaud e a nova camisa II do Brasil ficou na cor azul - tradicional em outras Copas do Mundo.
Outra polêmica foi a presença do termo “Brasa” na parte interna da gola dos uniformes da Seleção Brasileira. O “apelido" não caiu bem, o que gerou novas manifestações do presidente Samir Xaud. O mandatário barrou a utilização da palavra nos meiões da Seleção.
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"Nosso nome é Brasil. Então, vai ter Brasil no meião e não ‘Brasa’", cravou o dirigente em entrevista à ESPN.
