
Troféu da Série B
Joilson Marconne / CBF
Em 2026, a Série B do Campeonato Brasileiro completa 20 anos desde a implementação do modelo por pontos corridos. E terá uma novidade no regulamento: agora só 2 times vão subir diretamente para a Série A. Os 4 times que ficarem logo abaixo disputarão playoffs.
O 3º colocado vai enfrentar o 6º lugar, valendo uma vaga na Série A. E o 4º colocado vai encarar o 5º lugar em busca de outro acesso. A mudança foi aprovada pela maioria dos clubes. Só Sport, Fortaleza e Ceará votaram contra.
Fábio Pizzamiglio, presidente do Juventude, diz que o campeonato ficará mais valorizado: “A Série B tem um papel fundamental no futebol brasileiro. São duas décadas de pontos corridos que ajudaram a consolidar a competição como uma das mais equilibradas e desafiadoras do país. Agora, com as mudanças de formato e a ampliação das transmissões, a tendência é que o torneio se torne ainda mais forte, mais acessível ao torcedor e mais valorizado comercialmente. Para os clubes, isso representa mais visibilidade, novas oportunidades de receita e também uma responsabilidade maior de planejamento esportivo e institucional para competir em um campeonato tão longo e competitivo”.
Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá, entende que a competitividade da Série B vai crescer: “O campeonato é muito difícil e equilibrado para todas as equipes. O novo formato da Série B cria um ambiente de disputa permanente e mais equipes terão chances reais de acesso até o fim. Esta nova fórmula também possibilitará grandes jogos nas últimas rodadas. Os clubes também terão uma maior visibilidade nas partidas decisivas da competição”.
Os playoffs estão previstos para o fim de novembro, encerrando a temporada com confrontos decisivos que prometem alta audiência.
Armando Chekerdemian, CEO do Londrina, também apoia a ideia: "A mudança de formato tende a tornar o campeonato ainda mais atrativo, porque amplia as possibilidades de disputa até as rodadas finais e aumenta o nível de emoção para o torcedor. Para os clubes, isso significa um ambiente esportivo ainda mais desafiador, mas também mais valorizado, com jogos decisivos, grande visibilidade e um calendário que exige consistência ao longo de toda a temporada".
Adalberto Baptista, presidente do conselho de administração do Botafogo-SP, entenda que haverá mais emoção: "A adoção dos playoffs nesta edição adiciona um elemento novo de emoção ao campeonato e amplia o interesse do público nas fases decisivas, algo que pode fortalecer ainda mais a visibilidade e o valor da competição".
"O calendário longo ajuda na melhor experiência de quem acompanha a competição, no descanso dos atletas, na logística e na competitividade", acrescenta o CEO do Fortaleza, Pedro Martins, que também destacou o projeto para recolocar o clube na primeira divisão do futebol nacional: "Tenho certeza que com muito trabalho vamos atingir todos os objetivos do ano". Com a nova gestão, o tricolor tem como uma das prioridades a busca por sustentabilidade econômica, com redução de custos e metas claras de desempenho esportivo, incluindo a diminuição da folha salarial em mais de R$ 7 milhões de 2025 para 2026, além da reformulação do elenco e de um modelo de gestão profissionalizado.
A Série B contará com transmissão em seis canais diferentes. Os 18 clubes da FFU (Futebol Forte União) fecharam com a Disney, RedeTV!, Xsports, canal GOAT e Sportynet. A Disney, por meio da ESPN, contará com todos os 342 jogos da FFU, sendo 228 exclusivos. Já os demais canais dividem o direito de três por rodada, totalizando 114 partidas.
O Náutico e o São Bernardo preferiram não fechar com Libra e FFU, e negociaram os direitos de transmissão com a CBF de forma inédita, que fechou com a Globo para transmissão das 19 partidas de cada clube como mandante.
“A multiplicidade de detentores dos direitos de transmissão da Série B representa um item importante para a valorização comercial da competição. Com mais plataformas exibindo o campeonato, a tendência é ampliar o alcance dos jogos e possibilitar gerar fontes adicionais de receita para os clubes. Equipes com apelo de torcida regional se vêem “acolhidas” nesse novo modelo, permitindo que suas audiências locais se conectem com seus times preferidos", explica Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças do esporte, que completa. "A venda inédita dos direitos de Náutico e São Bernardo para a CBF reforça esse novo modelo de negociação e organização do mercado, além de representar um retorno financeiro relevante às equipes, por conta da maior competição pelos direitos de transmissão que se tem”.
Outro destaque é a presença de casas de apostas no espaço de patrocínio máster em mais da metade dos clubes da competição, reforçando a tendência da Série A do Campeonato Brasileiro, 11 das 20 equipes da competição contam com bets estampando suas marcas na parte mais nobre do uniforme.
"O setor das apostas esportivas investe de maneira relevante no futebol nacional, contribuindo para o crescimento de uma grande paixão do povo brasileiro e reduzindo o custo estatal, uma vez que o patrocínio do esporte era liderado pela Caixa Econômica e outros entes públicos antes do advento do fortalecimento das bets no país. As empresas regulamentadas geram empregos, pagam altos impostos e estão presentes em diversas áreas da economia da nação. É imprescindível que as autoridades estejam engajadas no combate aos operadores ilegais, que prejudicam todo o setor e, principalmente, os usuários", afirma Bernardo Cavalcanti Freire, sócio do Betlaw e consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL).
Entre elas está a 1PRA1, patrocinadora máster do Avaí. De acordo com a casa de aposta, a exibição multiplataforma é muito relevante para os patrocinadores, sobretudo às empresas do setor.
“A presença da Série B em diferentes plataformas de transmissão mostra como o campeonato ganhou relevância dentro do ecossistema do futebol brasileiro. Para os patrocinadores, isso significa mais exposição e mais pontos de contato com o público. No caso da 1PRA1, a parceria com o Avaí ganha ainda mais alcance com a ampliação da distribuição dos jogos”, destaca Tiago Grecco, CMO da 1PRA1.
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