Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
10horas
:
48min
:
24seg
Fórmula 1

Caos no GP do Bahrein reacende debate sobre volta dos V8 à Fórmula 1

Falhas que atrasaram a prova em Sepang, na Malásia, ampliam cobranças por motores mais simples na categoria

3 min

05/10/2026 15:21 • Atualizado há 18 dias

Caos no GP do Bahrein reacende debate sobre volta dos V8 à Fórmula 1

Caos no GP do Bahrein reacende debate sobre volta dos V8 à Fórmula 1

Reuters

Em Sepang, na Malásia, neste domingo (4), problemas durante o procedimento de largada do GP do Bahrein provocaram uma sequência de reclamações contra a complexidade dos motores de 2026. A discussão agora é por algo mais simples: a volta dos V8.

Continua depois da publicidade

A proposta já estava em negociação antes do episódio. FIA, dirigentes da categoria e fabricantes discutem uma nova geração de motores com maior participação da combustão, menor dependência elétrica e custos reduzidos.

Entre o temporal e os problemas técnicos, segundo a explicação divulgada pela FIA, houve uma combinação de baixa rotação dos motores, pouca aderência, configurações de gerenciamento de energia para pista molhada e particularidades dos setores de Sepang.

Pilotos não gostaram nada

Pilotos durante o GP do Bahrein na Malásia

Pilotos durante o GP do Bahrein na Malásia

Foto: REUTERS/Annice Lyn

Carlos Sainz foi um dos mais diretos ao relacionar o problema à discussão sobre os motores. Para o espanhol, a categoria precisa rever as decisões que levaram ao regulamento de 2026.

Continua depois da publicidade

“É isso que acontece quando há tanto software e tantos controles envolvidos. Se fosse um V8 aspirado, isso nunca teria acontecido”, afirmou o piloto da Williams, em declaração publicada pelo The Race.

George Russell também questionou a complexidade das unidades de potência e disse que o domingo “não pareceu muito Fórmula 1”.

Nem o vencedor Max Verstappen poupou críticas à complexidade dos motores. Oscar Piastri, por sua vez, disse nunca ter visto uma corrida atrasada por um bug.

Continua depois da publicidade

FIA já negocia com as equipes a volta dos V8

Segundo inforamações do Motorsport.com, FIA e fabricantes chegaram a um entendimento sobre os principais elementos de um V8 turbo de 3,0 litros, acompanhado por um sistema elétrico simplificado.

Felipe Massa pela Ferrari em 2006

Felipe Massa pela Ferrari em 2006

Foto: Ferrari

A proposta prevê um motor elétrico de aproximadamente 100 kW, diante dos 350 kW da geração atual, e uma meta de redução de pelo menos 50 kg no conjunto da unidade de potência.

Outro ponto em discussão é um recurso de potência extra para ultrapassagens, semelhante ao push-to-pass da Indy. A última era dos V8 na F1 durou de 2006 a 2013. Os V6 turbo híbridos chegaram em 2014.

Continua depois da publicidade

A discussão passou por outras possibilidades. Em 2025, Ben Sulayem chegou a defender o retorno dos V10, mas a iniciativa perdeu força diante da resistência das montadoras.

O principal problema é a Cadillac

Sérgio Pérez durante o GP do Bahrein na Malásia

Sérgio Pérez durante o GP do Bahrein na Malásia

Foto: REUTERS/Hasnoor Hussain

Entre os fabricantes, existe abertura para mudar, mas as condições importam. A Mercedes, por exemplo, apoia a discussão sobre os V8 e defende a permanência de uma parcela elétrica relevante para manter a relação entre a F1 e os carros de rua.

Audi e Honda exigem atenção especial nessa negociação porque a fórmula adotada em 2026 foi importante para seus projetos na categoria.

Continua depois da publicidade

Há ainda o caso da General Motors, que trabalha para estrear seu próprio motor com a Cadillac em 2029. Uma mudança já em 2030 ou 2031 criaria a necessidade de desenvolver a unidade atual e preparar a geração seguinte em um intervalo curto.

Tópicos relacionados

Caos no GP do Bahrein reacende debate sobre volta dos V8 à Fórmula 1