Punição em Interlagos retira pódios de Barrichello e Nelsinho na Stock Car
CBA altera resultados e Scuderia Bandeiras alega retaliação financeira por parte da categoria

O desfecho da terceira etapa da Stock Car, disputada em Interlagos, sofreu uma reviravolta nesta quinta-feira (14). Após análise, o Conselho Técnico e Desportivo Nacional (CTDN) oficializou a desclassificação de Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet, ambos defensores da Scuderia Bandeiras.
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O órgão vinculado à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) identificou adulterações nas características originais das pinças de freio dos veículos. Nelsinho foi desclassificado tanto da corrida sprint, quanto principal e Barrichello, apenas da prova no domingo.
A decisão altera significativamente o quadro de pontuação do campeonato. Na pista, a dupla havia garantido presença no pódio da segunda corrida — vencida por Guilherme Salas —, com Piquet em segundo e Barrichello em terceiro lugar.
Com a anulação desses pontos, Barrichello despenca da quarta para a 10ª posição na classificação geral, estagnando em 172 pontos. Piquet Jr. sofre queda semelhante, saindo do sétimo lugar para figurar agora na 14ª colocação, com 150 pontos.
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Reação e acusação de perseguição
A Scuderia Bandeiras reagiu prontamente por meio de nota oficial. Além de negar qualquer violação ao regulamento técnico, a escuderia subiu o tom contra a organização da Stock Car, classificando a punição como uma "clara perseguição".
Segundo o comunicado, a desclassificação seria uma retaliação a questionamentos financeiros feitos pelo time. O foco do conflito reside em uma cobrança de R$ 200 mil por carro (totalizando R$ 800 mil para a equipe) referente à adaptação dos motores V8. A Scuderia Bandeiras afirma que:
"A categoria está cobrando valores que consideramos indevidos, impactando o orçamento de todas as equipes em cerca de R$ 6,6 milhões."
O time jurídico da Scuderia Bandeiras já prepara o recurso nas instâncias desportivas para tentar reverter a decisão e recuperar os pontos obtidos no autódromo paulistano. Enquanto o imbróglio jurídico não se resolve, os novos resultados homologados pela CBA passam a valer para o certame de 2026.
